O movimento no mercado financeiro acompanhou a tendência externa. Por volta das 17 horas, o DXY operava em queda
Por Misto Brasil – DF
Com ajustes, o dólar teve um breve fôlego ante o real, depois de atingir o menor nível desde novembro na sessão anterior. Os ganhos foram limitados pela forte valorização das commodities e rumores de intervenção cambial no Japão.
Nesta sexta-feira (23), o dólar à vista encerrou a sessão a R$ 5,2862, com alta de 0,03%.
O movimento acompanhou a tendência externa. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava em queda de 0,78%, aos 97.576 pontos.
Na semana, o dólar recuou 1,61% ante o real.
Ibovespa decola com alta de 2,40% e chega a marca histórica de 179.806 pontos.
O dólar manteve-se pressionado ante as moedas globais com o alívio nas tensões geopolíticas.
Ontem (22), o presidente Donald Trump disse os Estados Unidos vão trabalhar com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na segurança da Groenlândia.
A Nomad analisou que após a forte queda na semana, a moeda americana passou a ser negociada abaixo de R$ 5,30.
Apesar de o pregão justificar uma queda mais acentuada — com mais um dia de recuo do DXY, negociado abaixo dos 98 pontos, novo avanço do Ibovespa, que acumula alta de quase 8% na semana, e aumento dos preços das commodities, especialmente petróleo e minério de ferro, o que tende a favorecer o real — o dólar parece encontrar um patamar de consolidação na sessão de hoje.
Há força compradora na divisa próxima ao nível de R$ 5,30, o que limitou movimentos de baixa mais intensos, mesmo em um ambiente novamente bastante favorável ao risco.


