Dólar fechou em queda e a bolsa em alta

Ibovespa bolsa de valores SP Misto Brasil
O comportamento do Ibovespa é um indicador também da macro economia/Arquivo/Divulgação
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Houve especulações sobre o próximo diretor de Política Econômica do Banco Central, assim como publicação da ata do último encontro do Copom

Por Misto Brasil – DF

O dólar fechou em queda ante o real nesta terça-feira (03), após ter cedido quase 1% durante a sessão, influenciado por um lado pelo recuo da moeda no exterior e pelo forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira.

Houve especulações sobre o próximo diretor de Política Econômica do Banco Central, assim como publicação da ata do último encontro do Copom. Texto atualizado às 19h30

O Ibovespa B3 bateu hoje o nono recorde nominal no ano ao encerrar o dia em 185.674 pontos, alta de 1,58% em relação ao pregão anterior.

O recorde anterior, de 184.691 pontos, foi registrado em 28 de janeiro de 2026.

O dólar à vista fechou o dia com leve baixa de 0,18%, aos R$ 5,25. No ano, a moeda acumula agora queda de 4,38%. Às 17h12, o dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,27% na B3, aos R$5,2775.

A sessão foi marcada pela queda quase generalizada do dólar ante as divisas de emergentes e exportadores de commodities, como a rupia indiana, o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano.

No Brasil, o câmbio acompanhou a tendência e o dólar se manteve em baixa ante o real, favorecido ainda pela entrada de recursos estrangeiros para a bolsa, que pela manhã superou os 187 mil pontos pela primeira vez na história.

Às 11h36, o dólar à vista atingiu a cotação mínima da sessão, de R$5,2071 (-0,96%), quando o Ibovespa estava próximo do pico histórico.

O câmbio também refletiu o aumento do apetite por risco após o acordo comercial entre Estados Unidos e Índia, o que ajudou a sustentar fluxo positivo para mercados emergentes.

No âmbito doméstico, a ata do Copom reforçou a leitura de início do ciclo de corte da Selic em março, mantendo o diferencial de juros ainda elevado e contribuindo para a pressão de baixa sobre o dólar durante o dia.

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