A decisão do integrante do Supremo Tribunal Federal impactou e provocou elogios e aplaudos de críticos liberais e do Judiciário
Por Genésio Araújo Júnior – DF
A dor ensina a gemer, diz o povo. O ministro Flávio Dino, do STF, provocado, decidiu suspender, cancelar o pagamento das verbas extras, os chamados penduricalhos, no serviço público, em todos os poderes.
De uma tacada só, ele propõe uma reforma de Estado, uma reforma administrativa, uma reforma do judiciário.
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Reforma de Estado, pois ele mexe com o patrimonialismo, essa mania nacional dos poderosos se apropriarem do Estado.
Reforma administrativa, coisa que o Executivo não tem coragem de fazer e o Legislativo finge que tenta fazer.
Reforma do Judiciário, obrigando-se a discutir o futuro, o chamado teto constitucional.
De quebra, obriga que se decida agora, só mais adiante, sobre o tal código de conduta. Foi uma decisão tão impressionante que até os críticos liberais, críticos do Judiciário e do Supremo aplaudiram.
O que estamos vendo é a medida que parece mais que legítima, mas que uma tal de legalidade a impedia de se impor.
São nessas horas que o Judiciário veste a roupa de gala de último bastião da sociedade.

