O sentimento hoje foi de procura por risco. Fevereiro começou com o pé esquerdo para o mercado de criptomoedas
Por Misto Brasil – DF
A queda do dólar hoje foi, em grande medida, consequência do enfraquecimento da moeda americana no exterior.
Aconteceu após dados recentes mais fracos do mercado de trabalho dos EUA, que aumentaram a incerteza antes do payroll e alimentaram expectativas de uma postura menos dura do Federal Reserve.
O sentimento hoje foi de procura por risco com alta das bolsas em Nova York, favorecendo também ativos de mercados emergentes num contexto de dólar mais fraco, conforme informou a Nomad.
As ações da Azul derretem mais de 30% na bolsa brasileira nesta sexta-feira (6) com mudanças no cronograma da oferta de ações.
Por volta de 15h (horário de Brasília), Azul negociada fora do Ibovespa, recuava 31,27%, a R$ 8,11. Na mínima intradia, os papéis registraram queda de 35,17% (R$ 7,65).
No início da semana, a companhia aérea protocolou um pedido de registro de uma oferta pública de distribuição primária de ações ordinárias, em uma operação que pode movimentar até R$ 5 bilhões.
As ações da fabricadora de carrocerias Marcopolo caíram 4,46% às 14h desta terça-feira (3), negociadas a R$ 5,21, depois de o Governo Federal revogar a licitação do novo ciclo do programa Caminho da Escola, que previa a compra de cerca de 7,5 mil ônibus escolares.
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) decidiu cancelar — e não apenas suspender — o certame, com o objetivo de adequar o edital a uma nova lei de isenção tributária.
A mudança exige a realização de novos estudos técnicos antes da publicação de um novo edital. Até o momento, não há previsão para o lançamento de um novo chamamento.
Segundo oJPMorgan, a expectativa é de que o Bradesco encerre o ano com lucro de R$ 27,5 bilhões, cifra 2,4% inferior à estimativa anterior, de R$ 28,2 bilhões. Parte do mercado também esperava algo próximo de R$ 30 bilhões.
As carteiras recomendadas de ações para fevereiro mostram um consenso claro entre analistas: Itaú, Vale e Localiza lideram o ranking das ações mais indicadas do mês, segundo levantamento do MoneyTimes com base nas recomendações de casas de análise e bancos.
O mês de fevereiro começou com o pé esquerdo para o mercado de criptomoedas. Só nos primeiros cinco dias, o preço do bitcoin caiu 13% e acumula queda de 22% desde o início de 2026, perdendo diversos suportes e sendo negociado na casa dos US$ 67 mil.
São dois principais fatores que pressionam as cotações, de acordo com Rony Szuster, Head de Reserach do Mercado Bitcoin (MB ).
“Entre os riscos iminentes, o principal segue sendo a combinação de fatores macroeconômicos e geopolíticos. A escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã elevou o grau de incerteza nos mercados, pressionando ativos de risco de forma generalizada”, comenta.
O ouro fechou a sexta-feira (06), em alta, em recuperação de perdas recentes, em meio a busca por ativos de segurança ante incertezas geopolíticas ampliadas pelas negociações entre Estados Unidos e Irã, além de dúvidas sobre o rumo da macroeconomia.
Investidores aguardam indicadores americanos que podem esclarecer a trajetória de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). O dólar fraco ante pares rivais também cooperou para a alta da commodity.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em alta de 1,84%, a US$ 4.979,80 por onça-troy.
A prata para março subiu 0,23%, a US$ 76,89 por onça-troy. (Com o Banco Central, MoneyTimes, InfoMoney e InstNews)
Cotação
| Dólar EUA | Compra (R$) | Venda (R$) |
|---|---|---|
| 06/02 (PTAX) | 5,2335 | 5,2341 |
| 06/02-13:00 | 5,2281 | 5,2287 |
| Euro | Compra (R$) | Venda (R$) |
|---|---|---|
| 06/02 (PTAX) | 6,1855 | 6,1867 |
| 06/02-13:00 | 6,1791 | 6,1803 |

