Lula puxa orelha do PT e diz que eleição será guerra

Lula da Silva, Geraldo Alckmin e Alexandre Padilha Misto Brasil
Alckmin poderã continuar como vice na chapa de Lula da Silva;Arquivo
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Ao discursar ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, ele disse estar motivado para enfrentar o próximo ciclo eleitoral

Por Misto Brasil – DF

O presidente Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (7), durante o evento que marcou os 46 anos do Partido dos Trabalhadores em Salvador (BA), que a disputa eleitoral de 2026 será marcada por confronto político.

E do abandono do tom conciliador que marcou campanhas anteriores. Segundo Lula, “não tem mais Lulinha paz e amor” diante do que classificou como uma “guerra” eleitoral, relatou Marina Verenicz, do InfoMoney.

Ao discursar ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente afirmou estar motivado para enfrentar o próximo ciclo eleitoral e disse que o foco do PT será combater a desinformação.

Para Lula, o embate de 2026 vai além da disputa de cargos e envolve a definição do rumo político do país.

“Essa eleição vai ser uma guerra, e nós vamos ter de nos preparar para não poder deixar a mentira governar este país. Vamos nos preparar. Eu quero que vocês saibam que eu estou motivado para cacete, porque o que está em jogo neste país não são só as eleições“, destacou.

Lula indicou que o partido ainda trabalha na formulação do discurso que será levado às ruas e às campanhas. Segundo ele, a narrativa política será decisiva para o resultado das eleições, mais do que o histórico de realizações dos governos petistas.

“Não é só o que foi feito que ganha eleição”, disse, ao defender uma estratégia mais assertiva de comunicação.

No mesmo discurso, o presidente reforçou o discurso de soberania nacional e afirmou que o Brasil não aceitará interferências externas nem uma posição de subordinação no cenário internacional.

Segundo Lula, o país quer manter relações com diferentes nações, mas sem abrir mão de autonomia política e econômica.

“Vai dar PT se entendermos que todas as coisas boas que fizemos não serão suficientes. Não é isso que vai ganhar, não se iluda”.

“O que vai ganhar é nossa narrativa política. Nós temos de dizer em alto e bom som, para quem quiser ouvir: o nosso país é soberano. Queremos trabalhar com todo mundo, mas não queremos ser donos nem queremos ser colonizados”

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