Trigo russo e a posição estratégica para o Brasil

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Plantação de trigo no Cerrado brasileiro proporciona renda adicional/Arquivo/Breno Lobato/Embrapa Cerrado
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A Rússia ocupa posição estratégica para o Brasil no fornecimento de insumos considerados vitais para a economia

Por Misto Brasil – DF

Na última vez, o Brasil comprou trigo russo em dezembro de 2024, no valor de US$ 1,1 milhão (R$ 5,7 mi).

Após uma pausa de mais de um ano, o país adquiriu um lote dez vezes maior em janeiro de 2026, de US$ 10,9 mi (R$ 56,9 mi), segundo as recentes estatísticas alfandegárias brasileiras, informou a Agëncia Sputnik.

O maior exportador de trigo no mundo se tornou um dos quatro países que exportaram trigo ao Brasil no mês passado — os outros três foram a Argentina (US$ 70,9 mi), o Uruguai (US$ 12,8 mi) e o Paraguai (US$ 11,7 mi).

Do lado das importações, a Rússia ocupa posição estratégica para o Brasil no fornecimento de insumos considerados vitais para a economia.

Segundo dados da Comtrade, os principais produtos importados pelo Brasil são combustíveis — cerca de US$ 7 bilhões — e fertilizantes, que somam aproximadamente US$ 4 bilhões anuais.

Esses itens são fundamentais para o funcionamento do agronegócio, setor que responde por 29,4% do PIB brasileiro.

A dependência de fertilizantes russos ganhou ainda mais relevância após as disrupções globais provocadas pela pandemia e pelo conflito na Ucrânia.

O Brasil optou por não aderir às sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia aos produtos energéticos russos, tornando-se o quinto maior comprador de derivados de petróleo da Rússia, segundo o Centro para Pesquisas em Energia e Ar Limpo.

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