No Brasil, o movimento é reforçado pela entrada de fluxo comercial e financeiro e pela leitura de que a inflação tem se comportado melhor
Por Misto Brasil – DF
O dólar à vista perdeu força ante o real, em linha com o movimento observado no exterior, a entrada de fluxo estrangeiro em emergentes e a melhora nas expectativas de inflação.
Nesta segunda-feira (9), a moeda norte-americana encerrou a R$ 5,1882 (-0,62%), menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024.
De acordo com Bruno Shahini, da Nomad, o dólar opera em queda hoje sob predominância de fatores externos: a queda acentuada do DXY e a continuidade do movimento de rotação de fluxos globais em direção a mercados emergentes seguem em curso na sessão.
Além disso, o ambiente internacional favorável ao risco, marcado pela alta das bolsas nos EUA, na Europa e no Japão, tem dado suporte às moedas emergentes de forma geral, com destaque para o real.
No Brasil, o movimento é reforçado pela entrada de fluxo comercial e financeiro e pela leitura de que a inflação tem se comportado melhor, abrindo espaço para o ciclo de cortes da Selic gradual a partir de março.
O ouro fechou em alta robusta e retomou o patamar acima de US$ 5 mil por onça-troy, impulsionado por um dólar fraco e a persistência das tensões geopolíticas.
A prata para março subiu quase 7%, a US$ 82,234 por onça-troy, conforme o MoneyTime.
Os mercados de apostas dos Estados Unidos passaram a ver uma chance superior a 70% de o governo norte-americano entrar em uma nova paralisação até meia-noite do domingo, dia 14. Às 16h22 (de Brasília), na Polymarket, a chance de um shutdown no fim de semana era de 76%, enquanto na Kalshi a expectativa era de 70%.
O Congresso tem até sábado à noite para evitar uma paralisação do Departamento de Segurança Interna (DHS, em inglês), já que o pacote de financiamento aprovado no início do mês incluiu uma medida provisória de apenas duas semanas para o DHS, financiando-o nos níveis de 2025 até 13 de fevereiro.
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