A reapproximação do presidente da Câmara com o governo coloca na pauta assuntos que podem ser votados após o Carnaval
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Quando a esmola é grande, o santo desconfia, diz o povo. A Frente Parlamentar da Agricultura, comandada por notórios bolsonaristas, trabalha para que o Acordo Mercosul-União Europeia, que está na Câmara desde o início do mês, seja discutido demoradamente na busca de salvaguardas.
Hugo Mota, chefe da Câmara, recebeu o deputado petista Arlindo Chinaglia (SP), relator da proposta, que o documento de 4 mil páginas seja relatado já, porque quer votar depois do Carnaval.
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Também ontem (09) mandou que a PEC do 6×1, considerada fundamental por Lula da Silva e o PT, seja discutida na Comissão de Constituição e Justiça, ponto decisivo para a votação do plenário.
O projeto tem claro interesse eleitoral. Hugo Mota, visto como um traíra no ambiente governista, ao fazer tais movimentos, não os faz só por conta de seus interesses na Paraíba, onde Lula tem muita força.
Hugo Mota, o mais jovem presidente da Câmara, chegou onde chegou, pois representa um grupo político.
Na política, se diz que jabuti não sobe em árvores, ou é enchente, ou mão de gente. Depois que Gilberto Kassab fez das dele, o resto do centrão está fazendo das suas.
O povo tem sempre razão.
























