Varrição de vias públicas é serviço de infraestrutura preventiva contra alagamentos e ajuda no escoamento de água das chuvas
Por Mônica Igreja – DF
Ainda vamos conviver com chuvas e altos volumes de água até meados de abril, quando o período mais seco começa. Maior quantidade de água em pouco tempo, leva a alagamentos em diversos pontos da cidade, causando danos físicos e materiais a pessoas e a comerciantes.
Um trabalho de formiguinha que pode passar despercebido é a varrição de vias públicas. Ter as ruas varridas e limpas salta aos olhos apenas como caráter estético de embelezamento da cidade e sentido de bem-estar.
No entanto, a varrição das vias públicas é um serviço do poder público de infraestrutura preventiva contra alagamentos. Ao retirar das vias folhas e resíduos acumulados, a varrição evita que as bocas de lobo fiquem obstruídas impedindo o escoamento da água da chuva que corre pelo meio-fio.
Desobstruídas as bocas de lobo, o grande volume de água das chuvas pode chegar mais rápido às galerias pluviais, diminuindo o acúmulo nas ruas. O trânsito flui melhor e os danos são reduzidos.
No Distrito Federal, por exemplo, são mais de 2 mil e 700 varredores de rua, os laranjinhas, que entre janeiro e setembro de 2025 recolheram 17 mil toneladas de resíduos. Segundo o relatório público do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), foram quase 800 mil km de varrição a um custo de R$ 123 milhões.
Alagamentos se tornaram comuns em diversas cidades. Em Brasília, não é diferente e aqui na coluna semanal tratamos do assunto ao enfatizar os danos e a solidariedade das pessoas em apoiar aqueles impactados.
Varrer as ruas todos os dias integra o conjunto de medidas necessárias para a redução de alagamentos, mas, sozinha, não resolve. É necessário a participação individual de cada cidadão – não jogar lixo na rua!
Além da conduta individual, é preciso confluir também para uma conduta coletiva. Sempre que puder, faça sugestões para ter ruas com menos asfalto e espaços com mais pavimentos permeáveis para que a água da chuva infiltre o solo e não se acumule nas vias.
Soluções sustentáveis para a drenagem urbana passam por modificar as superfícies de calçadas, praças públicas, áreas de lazer, estacionamentos e ruas residências de baixo tráfego que podem ter blocos de concreto encaixados. Jardins de chuva também são parte da adaptação da cidade às mudanças climáticas.
Nas eleições de 2026, certifique-se de que seu representante no legislativo (deputados estaduais, federais e senadores) e no executivo (governadores e presidente) invistam em infraestrutura verde. Vote pelo clima!

























