No Brasil, a cervejaria possui 14 fábricas que empregam 13 mil pessoas. No mundo, a companhia emprega mais de 87 mil pessoas
Por Misto Brasil – DF
A Heineken anunciou, nesta quarta-feira (11), um plano de redução de custos que terá como consequência o corte de 5 mil a 6 mil empregos. A medida ocorre em meio ao declínio mundial no consumo de cervejas.
A empresa holandesa, que emprega mais de 87 mil pessoas em todo o mundo, fechou 2025 com uma queda de 1,2% na venda do produto. Os impactos mais perceptíveis foram na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil, considerados mercados fundamentais para a multinacional.
Durante apresentação dos resultados anuais, a Heineken disse que espera obter uma economia bruta de cerca de 500 milhões de euros por meio de melhorias de produtividade e mudanças na estrutura.
O grupo já havia antecipado em 2025 um programa de redução de custos de 2 bilhões de euros, que implicará também no corte de centenas de vagas na sede central, em Amsterdã.
Atualmente, a Heineken possui cerca de 13 mil empregos e 14 fábricas operando no Brasil – a última delas foi inaugurada no ano passado, em Passos (MG), e contou com investimentos de cerca de R$ 2,5 bilhões. À época, o grupo cervejeiro afirmou que a nova planta foi construída para responder ao aumento da demanda da bebida no país.
Além da própria Heineken, a empresa produz marcas como Amstel, Eisenbahn, Sol, Bavaria e Kaiser.
O grupo não especificou em quais países serão feitos os cortes de empregos. A redução, que corresponde a quase 7% da força de trabalho e deverá ocorrer nos próximos dois anos, faz parte de uma nova estratégia até 2030. O objetivo é alcançar um maior crescimento com menos recursos.
“Estamos fazendo isso para fortalecer nossas operações e, em investir no crescimento“, afirmou o diretor financeiro da Heineken, Harold van den Broek.


























