O pedido foi formalizado após a apreensão de mensagens no celular do empresário Daniel Vorcaro. Caso envolve o Banco Master
Por Misto Brasil – DF
A Polícia Federal solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, que declare a suspeição do ministro Dias Toffoli na relatoria das investigações envolvendo o Banco Master.
O pedido foi formalizado após a apreensão de mensagens no celular do empresário Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira, nas quais o nome de Toffoli é mencionado. As informações sobre o conteúdo foram reveladas pelo portal Uol.
Fachin já determinou que Toffoli se manifeste sobre o requerimento. E essa manifestação saiu hoje (12) através de uma nota. Veja a declaração do ministro logo abaixo.
Toffoli admite que ele é sócio da empresa Maridit.
A tentativa da PF ocorre depois de a Procuradoria-Geral da República ter analisado pedido semelhante.
O procurador-geral, Paulo Gonet, não deu prosseguimento à solicitação, sob o argumento de que já havia afastado a suspeição de Toffoli em requerimento apresentado anteriormente por parlamentares de oposição.
O Banco Master está no centro de investigações relacionadas a supostas irregularidades apuradas no âmbito da operação conduzida pela PF.
A movimentação em torno da relatoria no STF adiciona um novo capítulo institucional ao caso, que já vinha sendo acompanhado diante das repercussões regulatórias e reputacionais.
A definição sobre a permanência ou não de Toffoli na relatoria dependerá dos desdobramentos internos no Supremo após a manifestação do ministro e eventual posicionamento da Procuradoria-Geral da República.
Nota do gabinete do ministro
A Maridt é uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado, prevista na Lei 6.404/76, devidamente registrada na Junta Comercial e com prestação de declarações anuais à Receita Federal do Brasil. Suas declarações à Receita Federal, bem como as de seus acionistas, sempre foram devidamente aprovadas.
O Ministro Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do Ministro. De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura, no artigo 36 da Lei Complementar 35/1979, o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador.
A referida empresa foi integrante do grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025. A participação anteriormente existente foi integralmente encerrada por meio de duas operações sucessivas, sendo a primeira a venda de cotas ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a segunda a alienação do saldo remanescente à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025.
Deve-se ressaltar que tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado.
Todos os atos e informações da Maridt e de seus sócios estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil sem nenhuma restrição. A ação referente à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao
Ministro Dias Toffoli no dia 28 de novembro de 2025.
Ou seja, quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro. Ademais, o Ministro desconhece o gestor do Fundo Arllen, bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro. Por fim, o Ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel.
