No mesmo dia 24, o grupo de trabalho que acompanha as investigações sobre o Banco Master o presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários, João Accioly
Por Misto Brasil – DF
A CPI do Crime Organizado ouve na terça-feira (24), às 9 horas, o diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister.
Senadores querem esclarecimentos sobre a possível utilização das plataformas digitais da empresa (Facebook e Instagram) como veículos para a disseminação de atividades criminosas e como fonte de financiamento para o crime organizado.
Leister foi convocado a partir de requerimento do relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A urgência do depoimento justifica-se, segundo o relator, pelas “recentes e graves revelações publicadas pela imprensa, com base em documentos internos da própria empresa”.
Os documentos indicariam que a Meta obteve um faturamento de aproximadamente US$ 16 bilhões em 2024 proveniente da veiculação de anúncios de golpes e produtos proibidos. O valor representaria cerca de 10% da receita anual total da companhia.
“Para os trabalhos desta CPI, o ponto nevrálgico da investigação é a natureza desses anúncios, que expuseram milhões de usuários a golpes de comércio eletrônico, investimentos falsos, cassinos ilegais e venda de produtos médicos proibidos. Anúncios dessa natureza poderiam constituir fontes de receita e métodos de lavagem de capitais para facções e organizações criminosas, objeto de investigação desta comissão”, justifica o relator.
O grupo de trabalho que acompanha as investigações sobre o Banco Master ouve na terça-feira (24) o depoimento do presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Accioly.
A reunião terá início às 10 horas na sala 19 da ala Alexandre Costa, informou a Agência Senado.
Accioly deverá falar sobre os procedimentos de natureza fiscalizatória adotados pela CVM em relação à atuação do conglomerado Master no mercado financeiro, entre outros temas.
O presidente interino da CVM vai depor a convite do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que preside a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
O grupo que acompanha a liquidação do Banco Master foi criado no âmbito da comissão no início de fevereiro.

























