Esposa de Ramagem diz que sua volta ao trabalho é “perseguição”

Alexandre Ramagem e Rebeca Ramagem Misto Brasil
Casal Ramagem, que está nos EUA,em foto postada nas redes sociais/Reprodução/Rede social
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Rebeca Ramagem é servidora do governo de Roraima, onde recebe um salário de R$ 46 mil. Ela alega que está em teletrabalho

Por Misto Brasil – DF

A servidora pública e esposa do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), Rebeca Ramagem, classificou como “perseguição política” a ordem para que retome o trabalho presencial no governo de Roraima.

A decisão foi tomada pelo procurador-geral do Estado, Tyrone Mourão, conforme registro de Caio César, do InfoMoney.

Rebeca, que é procuradora do Estado de Roraima, alega que cumpre regime de teletrabalho desde 2016 “sem qualquer prejuízo ao serviço público” e que a ordem de retorno — no mesmo momento em que seu marido se encontra foragido nos Estados Unidos — ignora o fato de que um terço dos procuradores atua em trabalho remoto.

“Em medida desproporcional e arbitrária, [o procurador-geral do Estado] suspendeu meu regime de teletrabalho e impôs presença física obrigatória, apenas para me prejudicar, rompendo isonomia interna e rejeitando a própria atividade digital das atribuições exercidas”, escreveu a esposa de Ramagem em publicação no Instagram.

Rebeca saiu de férias em 17 de novembro, mês em que viajou para Miami com as filhas para estar ao lado de Alexandre Ramagem, foragido após ter sido condenado a 16 anos de prisão por participação na trama golpista. Na sequência, estendeu as férias até 19 de dezembro.

No dia 22 do mesmo mês, a Procuradoria-Geral do Estado apresentou um atestado de 60 dias solicitando licença médica, alegando “impactos reais, concretos, emocionais e psicológicos” sofridos por ela e por sua família nos últimos meses.

O pedido foi prontamente acatado pelo Estado. Desde então, Rebeca não retornou ao trabalho.

A mulher de Ramagem recebia mensalmente um salário bruto de R$ 46 mil, mas teve o pagamento suspenso e as contas bloqueadas em 12 de dezembro por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

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