O país já faz parte do Mercado Comum Europeu, do Espaço Schengen – a área de livre circulação entre fronteiras que inclui a maioria dos Estados da UE
Por Misto Brasil – DF
A Islândia realizará, nos próximos meses, um referendo sobre a retomada das negociações de adesão à União Europeia (UE), afirmou a primeira-ministra Kristrun Frostadottir nesta quarta-feira (25/02), durante uma visita à Polônia.
Reykjavik abandonou as negociações de adesão à UE em 2013 após quatro anos, mas o aumento do custo de vida e a guerra na Ucrânia reacenderam o interesse no país em ingressar no bloco, segundo pesquisas de opinião.
As repetidas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar a Groenlândia – localizada entre a Islândia e os EUA – também tornaram mais urgente a questão da adesão à UE para a Islândia, cuja população é de cerca de 400 mil pessoas.
“Nos próximos meses, realizaremos um referendo sobre a abertura das negociações de adesão da Islândia à UE”, disse Frostadottir em coletiva de imprensa conjunta com o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk.
O governo islandês, de centro-esquerda, que chegou ao poder após uma eleição antecipada em 2024, havia prometido realizar até o próximo ano um referendo sobre a retomada das negociações com a UE.
Frostadottir disse que a reabertura das negociações visa “abrir uma oportunidade” para o país e buscar uma melhor integração com a Europa.
A Islândia já faz parte do Mercado Comum Europeu, do Espaço Schengen – a área de livre circulação entre fronteiras que inclui a maioria dos Estados da UE, bem como a Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça – e da Associação Europeia de Livre Comércio. O país também é membro da Otan, a aliança militar do Atlântico Norte. (Texto da DW com a Reuters)





















