Alta do dólar frente ao real reflete ajuste técnico

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A moeda norte-americana define a maioria dos mercados financeiros internacionais/Arquivo
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Para o PIB do quarto trimestre do ano passado, que será divulgado na próxima terça-feira (03), o Itaú BBA estima alta de 0,1%

Por Misto Brasil – DF

O dólar à vista ganhou força ante o real, em linha com o movimento observado no exterior, em sessão marcada por nova rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã e busca por ativos considerados seguros.

Nesta quinta-feira (26), a moeda norte-americana encerrou a R$ 5,1389 (+0,27%).

Às 17h02 (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra, avançava 0,09%, aos 97.793 pontos.

Segundo o especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini, a alta do dólar frente ao real reflete um movimento principalmente associado a ajuste técnico antes da formação da Ptax de fim de mês.

“A correção também refletiu um ambiente externo mais cauteloso, diante das incertezas envolvendo as negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã, que elevaram a aversão ao risco e sustentaram demanda no mercado por proteção”.

Para o PIB do quarto trimestre do ano passado, que será divulgado na próxima terça-feira (03), o Itaú BBA estima alta de 0,1% na comparação com o trimestre anterior, com ajuste sazonal, sugerindo uma economia estável no final do ano.

Na comparação anual, a expectativa é de crescimento de 1,8%, mesmo crescimento interanual observado no terceito rimestre.

“Pelo lado da oferta, a indústria deve ter registrado crescimento anual de 0,8%, desacelerando em relação à alta de 1,7% ano a ano no trimestre anterior.

Para o setor de serviços, esperamos aceleração para 2,1% ano a ano (de 1,3% no terceito rimestre), enquanto no setor agropecuário nossa expectativa é de perda de ritmo para 7,0% ano a ano (de 10,1% no terceito rimestre)”.

Pelo lado da demanda, o banco projeta que o consumo das famílias deva ter acelerado para 1,6% na comparação anual (de 0,4% no terceito rimestre), enquanto os investimentos perderam força subindo 1,0% ano a ano (ante 2,3% no trimestre anterior).

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