Frentes produtivas querem mais debates sobre a 6X1

Frentes produtivas pose reunião Misto Brasil
Representantes de entidades e de frentes parlamentares fazem pose para foto/Divulgação
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Conclusão foi de um encontro realizado hoje que também reuniu entidades ligadas às atividades econômicas brasileiras

Por Misto Brasil – DF

Parlamentares e lideranças do setor produtivo defenderam a discussão sobre a modernização da jornada de trabalho. No encontyro da coalizãp de frentes produtivas, defenderam cautela.

A avaliação apresentada foi a de que mudanças dessa dimensão precisam considerar diferenças setoriais, impactos econômicos e efeitos sobre o emprego formal.

O presidente da Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo, deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), afirmou que o tema não pode ser tratado apenas sob a lógica da disputa eleitoral, nem ser simplificado diante de sua complexidade.

“Precisamos ser responsáveis com o nosso país e precisamos deixar isso para depois da eleição”.

O presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio), Alceu Moreira (MDB-RS), afirmou que sindicatos e empresários compartilham o interesse de proteger os trabalhadores e devem participar da construção de soluções para o tema.

“Eles precisam fazer parte dessa discussão. Se temos a convicção de que determinadas mudanças podem prejudicar os trabalhadores, por que não chamá-los para o debate? Eles precisam estar entre nós”.

O presidente da Frente Parlamentar do Comércio e Serviços, Domingos Sávio (PL-MG), também criticou a polarização em torno do tema e defendeu um debate mais equilibrado.

“Temos que debater para que essa armadilha não pegue o povo brasileiro”.

O presidente da Frente Parlamentar do Brasil Competitivo, deputado Júlio Lopes (PP-RJ), também destacou a importância da reunião e afirmou que o debate não pode ser conduzido sob a lógica eleitoral.

O professor e sociólogo José Pastore fez uma apresentação aos parlamentares e representantes das confederações sobre os possíveis impactos da proposta em discussão.

Ele afirmou que a PEC prevê uma redução rápida e impositiva da jornada 6X1, sem espaço para negociação, e lembrou que, historicamente, mudanças desse tipo no Brasil ocorreram de forma gradual.

“Os trabalhadores mais afetados são os que trabalham 44 horas, que são os mais vulneráveis. Essa nova lei pode, infelizmente, desproteger os trabalhadores”.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, reiterou a necessidade de evitar a redução do tema a narrativas políticas e criticou a condução apressada do debate.

“O capital e o trabalho se complementam. Por qual motivo fazer uma discussão tão séria de forma tão açodada? Isso não faz sentido”.

A vice-presidente da Fecomércio, Gisela Lopes, disse que a entidade está alinhada ao manifesto e defendeu mais tempo para discussão, com valorização da negociação coletiva.

“Estamos de acordo com o movimento por um debate amplo e paciente”.

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