O julgamento começou às 11 horas e menos de uma hora o resultado é referendado na decisão monocrática do ministro André Mendonça
Por Misto Brasil – DF
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal tem maioria de votos para manter preso o banqueiro Daniel Vorcaro.
O último voto que chegou na maioria foi do ministro Nunes Marques, depois do voto de Luiz Fux. Falta votar o ministro Gilmar Mendes.
O ministro Dias Toffoli, que também pertence ao colegiado, se declarou suspeito e não vai participar do julgamento, que contará apenas com os quatro votos.
O primeiro voto foi de André Mendonça, o relator do processo da investigação do Banco Master e que envolve também o Banco de Brasília, que negociou a compra da instituição de Vorcaro que foi liquidada pelo Banco Central.
Durante o julgamento, o colegiado também vai decidir se serão mantidas as prisões do cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, acusado de ser operador financeiro do banqueiro, e do escrivão aposentado da Polícia Federal (PF) Marilson Roseno da Silva, que teria auxiliado no acesso a informações sigilosas das investigações.
No dia 4 deste mês, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), instituição pública ligada ao governo do Distrito Federal (GDF).
Mendonça atendeu pedido de prisão feito pela PF, após novos dados da investigação apontarem que Vorcaro deu ordens diretas aos outros acusados para intimidarem jornalistas, ex-empregados e empresários, além de ter acesso prévio ao conteúdo das investigações.
A investigação citou mensagens encontradas no celular do banqueiro, que foi apreendido pela PF, nas quais ele ameaçou Lauro Jardim, jornalista do jornal O Globo, em conversa com Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário.
Mourão também foi preso na terceira fase da operação e atentou contra a própria vida na carceragem da PF, em Belo Horizonte.
Hoje, Daniel Vorcaro foi transferido do isolamento (como acontece com qualquer preso na chegada do presídio federal) para uma unidade de saúde. Pelo que se informou, o objetivo é manter a segurança do banqueiro dentro da unidade prisional em Brasília.
