Nova operação da Federal contra descontos de aposentados

Polícia Federal sede Brasília Misto Brasil
Sede da Polícia Federal que fica no início da Asa Norte, em Brasília/Arquivo/Divulgação
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Estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, dois de prisão e outras medidas cautelares diversas. Deputada é investigada

Por Misto Brasil – DF

A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União deflagraram, nesta terça-feira (17/3), a Operação Indébito, desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e em pensões.

A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) está entre os alvos da operação. Ela passou a ser monitorada com tornozeleira eletrônica, segundo informações obtidas pela TV Globo.

E prendeu o empresário Natjo de Lima Pinheiro e a advogada e ex-presidente de associações de aposentados e pensionistas no Ceará Cecília Rodrigues Mota, que são investigados por envolvimento no esquema

Policiais federais e auditores da CGU cumprem 19 mandados de busca e apreensão, dois de prisão e outras medidas cautelares diversas, no estado do Ceará e no Distrito Federal.

Os mandados judiciais foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, em procedimentos sob a relatoria do Ministro André Mendonça.

Eles têm como finalidade aprofundar as investigações da Operação Sem Desconto, para esclarecer a prática de crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, de constituição de organização criminosa, de estelionato previdenciário e de atos de ocultação e de dilapidação patrimonial.

Lulinha está sendo investigado

Relatório técnico da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) apontou suspeitas de que a mudança de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para o exterior poderia ter como objetivo evitar o avanço das investigações sobre desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A defesa nega essa intenção e afirma que a mudança foi planejada antes da deflagração da Operação Sem Desconto.

O documento, mantido sob sigilo, foi encaminhado ao STF em dezembro, no contexto do pedido de quebra de sigilo bancário de Lulinha, autorizado pelo ministro André Mendonça.

Segundo o Estadão, a análise trata da relação entre o filho do presidente Lula da Silva e o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, preso sob suspeita de liderar um esquema de desvio de aposentadorias.

Segundo o relatório, a viagem de Lulinha ao exterior, sem previsão de retorno, poderia indicar “possível evasão do País”, considerando sua associação com o que a PF descreve como o principal operador das fraudes.

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