O principal índice da bolsa brasileira começou a sessão pressionado, em meio à leitura cautelosa do mercado sobre a decisão do Comitê de Política Monetária
Por Misto Brasil – DF
O Ibovespa fechou a sessão desta quinta-feira (19) em alta de 0,35%, aos 180.271 pontos, após um pregão marcado por forte volatilidade e mudança de direção ao longo do dia.
O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,2156, com queda de 0,59%.
O principal índice da bolsa brasileira começou a sessão pressionado, em meio à leitura cautelosa do mercado sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) e ao agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Ao longo do pregão o índice ganhou fôlego e terminou no campo positivo.
Segundo Rafael Pastorello, portfólio manager do Banco Sofisa, o mercado reagiu de forma mais defensiva à falta de sinalização clara sobre a continuidade do ciclo de cortes de juros, em um ambiente já deteriorado pelo noticiário externo.
Na avaliação do especialista, os ataques a infraestruturas estratégicas de gás natural e petroquímica no campo de South Pars, no Irã, elevaram a percepção de risco global e impulsionaram os preços de energia, o que intensificou a aversão a risco nos mercados.
Entre os destaques do Ibovespa, as ações da Hapvida chegaram a despencar 14% nas primeiras horas do pregão e, depois de sucessivos leilões por oscilação máxima permitida na B3, os papéis inverteram o sinal e encerraram o pregão em forte alta.
HAPV3 terminou o dia com ganho de 13,28%, a R$ 9,30. O
Do lado negativo, Minerva liderou as perdas ao recuar 10,70%, marcando a maior queda intradiária desde 6 de novembro de 2025, quando os papéis caíram 13,48%.
O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de juros reais, após o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a taxa Selic para 14,75%, com um corte de 0,25 ponto percentual. O juro real no Brasil está em 9,51% ao ano, mostra levantamento da MoneYou e Lev Intelligence.
O país está abaixo apenas da Turquia (10,38%) e à frente da Rússia (9,41%). Depois, aparecem a Argentina (9,41%), a México (5,39%) e a África do Sul (5,22%).





















