O grupo levou cartazes e camisetas e fez manifestação na frente de ministérios, na Esplanada, e reclamou da falta de reparação pelo desastre
Por Misto Brasil – DF
Representantes da comunidade quilombola de Gesteira, em Minas Gerais, estão em Brasília para protestar contra a exclusão de acordos de reparação e racismo ambiental dez anos após o desastre de Mariana.
O grupo levou cartazes e camisetas e fez manifestação na frente de ministérios na Esplanada.
De acor com a assessoria do movimento, reconhecida como remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares, a comunidade vive, desde 2015, sob impactos contínuos do desastre provocado pela Samarco, Vale e BHP.
Casas foram destruídas, atividades produtivas interrompidas e a relação histórica com o “território foi profundamente afetada”.
“Estamos em Brasília para exigir visibilidade e respeito. Não podemos continuar sendo tratados como invisíveis pelo poder público. Parece que somos nós os responsabilizados, e não as empresas envolvidas”,comentou a presidenta da Associação da Comunidade Quilombola de Gesteira (ASQG), Simone Silva.
Ela é mãe de Sofia, de 10 anos, que segundo ela convive com a contaminação por metais no organismo e incerteza sobre seu futuro.
A mobilização também chama atenção para o impacto da contaminação. Segundo lideranças, crianças da comunidade, como Sofia, convivem com incertezas relacionadas à exposição a metais pesados e à ausência de acompanhamento adequado.




















