A vida do presidente Lula da Silva não será fácil, especialmente neste período eleitoral, mas a força da máquina é importante
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Quem sabe ler pesquisas avalia que mesmo que Lula pintasse tudo de ouro e mandasse distribuir pão e mel, teria que enfrentar uma eleição duríssima contra quem quer que fosse.
Imagina só enfrentando tempos de guerra na terra do petróleo. Essa quarta-feira poderia ter sido trágica para o governo federal se o copom do Banco Central não tivesse baixado o juro e não se tivesse nada para enfrentar uma greve de caminhoneiros por conta do aumento sem fim do óleo diesel.
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O copom baixou 0,25% e o juro está em 14,75%. Foi dito que mesmo com a crise do Irã, o juro tinha que começar a cair, pois chegou o limite dele.
O governo anunciou que os estados podem zerar o ICMS dos combustíveis, que ele vai bancar parte das perdas.
Na prática, só estados bolsonaristas não estão aceitando. Lula da Silva sabe que se perder o controle do preço do diesel e Jair Bolsonaro morrer de uma queda na papudinha, Flávio Bolsonaro ganha a eleição em primeiro turno.
Os estados bolsonaristas aceitaram perder a arrecadação em 22, quando Bolsonaro baixou na marra os impostos, e Lula da Silva estava fora da cadeia, sem tinta na caneta, mas com esperança do Golgó.
A guerra é outra, mas o antipetismo é grande. Lula da Silva tem que medir a pressão desse doente chamado Brasil, de manhã, de tarde e de noite.
Essa fogueira de quarta-feira, ele pulou, bem, mas outras virão.





















