Próximas duas semanas são cruciais para o preço do petróleo

Exploração de petróleo alto mar Misto Brasília
A atividade petroleira continua bastante atuante no litoral brasileiro/Arquivo
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Entre os setores, o de energia é o mais diretamente envolvido na crise. O preço de US$ 100 o barrril de petróleo pode ser o novo piso

Por Misto Brasil – DF

Com os preços do petróleo em níveis não vistos há anos e as cadeias globais de suprimentos empresariais em diversos setores da economia sendo interrompidas pelo fechamento do Estreito de Ormuz, a confiança na alta liderança corporativa de que o pior ainda está por vir está sendo testada.

Executivos corporativos se acostumaram, nos últimos anos, a um mundo em que surge uma nova forma de incerteza após a outra, relata a CNBC.

Mas as possíveis consequências da guerra entre os EUA e o Irã (para a qual o presidente Donald Trump continua oferecendo prazos incertos para o fim) deixaram o mercado e muitos executivos em alerta.

Entre os setores, o de energia é o mais diretamente envolvido na crise. Um diretor financeiro (CFO) do setor afirmou que sua empresa trabalha com três cenários: reabertura do estreito até o fim de março, reabertura no meio do ano ou, no pior caso, fechamento até o fim do ano.

Ele admitiu que é difícil prever qual cenário é mais provável, o que leva a equipe a se preocupar com o pior.

Mesmo que a situação no Estreito de Ormuz seja resolvida, espera-se que um prêmio de risco elevado permaneça nos preços do petróleo, devido a danos em instalações no Oriente Médio e interrupções na produção.

Se houver novos ataques a infraestruturas energéticas, os preços podem subir rapidamente, cerca de US$ 20 (R$ 106,20) por barril em pouco tempo.

Mesmo com uma possível desescalada, o retorno a preços mais baixos, como US$ 70 (R$ 371,70) ou US$ 60 (R$ 318,60), será difícil devido ao ambiente de risco elevado.

No curto prazo, as próximas duas semanas são cruciais. “Estamos à beira de US$ 100 (R$ 531,00) se tornar o novo piso”, avalia o especialista em energia John Kilduff, da Again Capital..

“Se não houver progresso, o mercado perderá a confiança e a escassez começará a se intensificar.”

O aumento também foi sentido pelos europeus nas contas de eletricidade e gás, levando muitos países a adotar ou anunciar medidas para atenuar essa alta implacável dos preços desde 28 de fevereiro, quando começou o ataque ao Irã.

O conflito interrompeu cerca de 20% do fornecimento global de petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz, elevando o preço do Brent de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100 por barril em questão de dias. Os preços do gás natural na Europa subiram 60% desde o início do conflito.

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