O programa prevê estímulo a negócios liderados por povos indígenas, tradicionais e agricultores familiares. E uso de biomassa na agricultura
Por Misto Brasil – DF
O governo lançou, nesta quarta-feira (1º), o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) — iniciativa estruturada voltada à utilização sustentável dos recursos naturais com foco em tecnologia, inclusão social e geração de renda. O plano foi estruturado ao longo de meses através de câmaras técnicas e consultas públicas.
Em fala no evento de lançamento, na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília (DF), a secretária Nacional de Bioeconomia, Carina Pimenta, definiu o plano como uma “estratégia de desenvolvimento nacional”.
E “novo paradigma” que busca ampliar a geração de renda no país por meio de setores como bioindústria e saúde.
O programa prevê estímulo a negócios liderados por povos indígenas, povos tradicionais e agricultores familiares. E uso de biomassa na agricultura.
Pimenta enfatizou que o PNDBio estabelece metas concretas e que “não é um plano declaratório, e sim um plano de implementação”.
“É um caminho concreto para responder à crise climática […]. Não é sobre proteger ou produzir, é produzir a partir da conservação.”
O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, destacou que o plano cria oportunidades econômicas alinhadas à proteção ambiental e que há produtores em todos os biomas interessados em inserir seus produtos no mercado.
A diretora socioambiental do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Tereza Campello, informou que o banco já reservou R$ 1,6 bilhão para o PNDBio e ressaltou que o Fundo Amazônia — mecanismo criado pelo governo brasileiro para financiar o combate ao desmatamento — terá papel fundamental nos investimentos.
Por sua vez, a secretária de Economia Verde do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Júlia Cruz, cravou que diversificar fontes renováveis é uma questão de soberania nacional.
Segundo ela, além de já responder por um quarto do produto interno bruto (PIB) do Brasil, o segmento pode gerar US$ 284 bilhões adicionais, com a renda permanecendo nas comunidades locais.
“A bioeconomia já é uma realidade”, disse Cruz, lembrando que o setor existe há cerca de 50 anos, desde o Programa Nacional do Álcool (Proálcool).


















