Passagens aéreas ficarão mais cara com aumento do querosene

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Principais companhias aéreas que operam no transporte doméstico/Arquivo/Divulgação
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A Petrobras confirmou hoje o aumento de 55% do combustível, reajuste que já era esperado pelo mercado desde o início da semana

Por Misto Brasil – DF

A Petrobras confirmou na manhã desta quarta-feira (01) o preço de venda do querosene de aviação (QAV) em 55% para as distribuidoras em abril.

O novo valor vai impactar no aumento do preço das passagens aéreas e os fretes regionais que são realizadas por pequenas companhias no interior do Brasil.

No início desta semana, as empresas distribuidoras de combustíveis começaram a comunicar aos clientes que a Petrobras pretendia reajustar o QAV.

Os contratos de fornecimento de QAV da estatal são reajustados mensalmente, com uma fórmula mais rígida, sem a discricionariedade da precificação da gasolina e do diesel.

O Grupo Abra, holding que controla a companhia aérea Gol, também informou que a Petrobras elevaria os preços do querosene de aviação.

Um aumento na ordem de 55% já era esperado, preocupando as aéreas, já que o insumo representa cerca de um terço dos custos.

A fórmula de reajuste da Petrobras considera a variação do PPI (preço de paridade de importação) para o QAV produzido no Golfo do México (EUA), fator da equação que disparou, além das variações de câmbio e frete marítimo.

Pesa, ainda, o Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM).

A fórmula observa o comportamento dos parâmetros sempre para um mesmo intervalo, neste caso entre os dias 24 de fevereiro e 23 de março. O período abarca pelo menos três semanas inteiras da guerra no Oriente Médio.

O Ministério da Fazenda deve publicar ainda nesta semana a medida provisória que cria um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado.

O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que revelou que mais de 80% dos estados brasileiros já sinalizaram adesão à proposta – e que a unanimidade não é condição para a MP entrar em vigor.

A proporção representa 22 ou 23 das 27 unidades da Federação. O Ministério da Fazenda não divulgou quais estados ainda resistem à proposta, informando que as negociações seguem em andamento.

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