Na Basílica de São João de Latrão, o Pontífice celebrou à missa da “Ceia do Senhor”, lavando os pés a 12 sacerdotes
Por Misto Brasil – DF
O Papa Leão deu início ao Tríduo Pascal presidindo à Santa Missa da “Ceia do Senhor”, com o rito do Lava-pés, na Basílica de São João de Latrão.
A Santa Missa prosseguiu com o rito do lava-pés a 12 sacerdotes, sendo 11 deles ordenados pelo próprio Pontífice. Ao final da celebração, não houve bênção final nem o tradicional envio.
Em vez disso, o Papa levou o Santíssimo Sacramento até a capela da reposição. Ali, Leão XIV o incensou e, depois de uma breve adoração, a assembleia foi embora em silêncio, informou o Vatican News.
Como disse o Pontífice na homilia, participa-se da solene liturgia não como meros espectadores ou por inércia, mas como convidados para a Ceia em que o pão e o vinho se tornam para nós Sacramento de salvação. O amor de Cristo torna-se gesto e alimento para todos, revelando a justiça de Deus.
Nesta celebração, ao se renovarem os gestos e as palavras do Senhor, faz-se memória da instituição da Eucaristia e da Sagrada Ordem. O vínculo intrínseco entre os dois Sacramentos representa a entrega perfeita de Jesus, Sumo Sacerdote e Eucaristia viva por toda a eternidade.
Durante esta Última Ceia, ele lava os pés aos seus apóstolos – um gesto, explicou o Santo Padre, que sintetiza a revelação de Deus.
Ao assumir a condição de servo, o Filho revela a glória do Pai, derrubando os critérios mundanos que mancham a nossa consciência.
Como dizia Bento XVI, devemos “aprender sempre de novo que a grandeza de Deus é diversa da nossa ideia de grandeza, […] porque sistematicamente desejamos um Deus do sucesso e não da Paixão”.
Palavras, comentou Leão XIV, que indicam que somos sempre tentados a procurar um Deus que “nos sirva” e nos faça vencer, que seja prestativo como o dinheiro e o poder.
A onipotência de Deus está em nos servir com a sua verdade. Eis então o significado do gesto do lava-pés:




















