Marcado julgamento sobre critérios dos royalties do petróleo

Ministra Cármen Lçusia Supremo Tribunal Federal Misto Brasil
Ministra Cármen Lúcia que é a relatora do processo sobre os royalties/Arquivo/STF
Compartilhe:

O caso está sob relatoria da ministra Cármen Lúcia. A expectativa é de que a análise no dia 6 de maio tenha efeitos relevantes

Por Misto Brasil – DF

O Supremo Tribunal Federal marcou para 6 de maio o julgamento sobre a validade da Lei 12.734, de 2012, que alterou os critérios de distribuição dos royalties do petróleo no país, recursos pagos por empresas exploradoras e fundamentais para o caixa de estados e municípios produtores.

A norma ampliou a fatia destinada a entes que não produzem petróleo e reduziu proporcionalmente a participação dos principais estados exportadores. A mudança desencadeou uma disputa judicial que se arrasta há mais de uma década.

O caso está sob relatoria da ministra Cármen Lúcia. A expectativa é de que a análise tenha efeitos relevantes tanto para o setor de óleo e gás quanto para o equilíbrio fiscal de governos regionais.

Quatro autores contestam a legislação no Supremo: os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, além da Associação Brasileira dos Municípios com Terminais Marítimos.

Eles argumentam que a nova regra compromete receitas diretamente vinculadas à atividade de exploração em seus territórios.

O tema já entrou e saiu da pauta do tribunal em diferentes ocasiões. Em 2020, uma sessão prevista para dezembro foi suspensa por decisão do então presidente da Corte, Luiz Fux, que retirou o processo da agenda sem definir nova data.

Naquele momento, o adiamento atendeu a um pedido do governo fluminense, liderado por Cláudio Castro, que buscava construir uma solução negociada no âmbito do próprio Supremo, por meio de sua câmara de mediação.

Enquanto a controvérsia segue sem desfecho, estados produtores continuam dependentes de uma receita altamente concentrada. Entre os 15 municípios que mais arrecadam com royalties, 13 estão no território do Rio de Janeiro, o que evidencia o peso da discussão para as finanças locais.

A decisão do STF deverá encerrar um impasse que já foi adiado ao menos três vezes e que, na prática, manteve por anos a distribuição anterior enquanto se buscava uma alternativa consensual entre os entes federativos.

Assuntos Relacionados

Siga o Misto Brasil

Acompanhe em todas as redes

Conteúdos, vídeos e destaques. Escolha sua rede favorita.

Dica: ative notificações na sua rede preferida.
Educação pública

Série: Educação bilíngue e alfabetização nas escolas públicas

Um especial sobre alfabetização em inglês, inovação pedagógica, experiências em sala de aula e caminhos concretos para fortalecer a educação básica.

Alfabetização em inglês
Experiências em escolas públicas
Inovação e prática pedagógica
Previdência Social

Série:
6 anos da reforma em foco

Um guia direto para entender o que mudou, como funcionam as regras de transição e quais são os impactos no seu planejamento previdenciário.

Regras de transição (por ano)
Benefícios, cálculos e documentos
Atualizações e pontos de atenção
Acessar

Brasília e Entorno do DF

Oportunidades

100% GRATUITO
Newsletter
Receba os destaques da semana
Resumo curto, conteúdo útil e direto.
📰 Resumo
Leitura rápida
🔒 Sem spam

Você pode cancelar quando quiser.