A tranquilidade com o fim momentâneo das hostilidades impulsionou as ações na bolsa brasileira e faz o dólar perder 1,01% a R$ 5,103 no pregão
Por Misto Brasil – DF
O cessar-fogo anunciado por Donald Trump, presidente dos EUA, com a consequente abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã, trouxe mais tranquilidade ao mundo e ao mercado, mas com a solidez de um fio de algodão.
Os EUA enxergam o momento mais como uma pausa. O Irã desconfia, pois gato escaldado que é, vendo que Israel segue atacando o Líbano e finge que não tem nada a ver com isso.
De qualquer forma, para onde se olhe, é um cenário muito melhor do que Trump havia ameaçado no dia anterior, de dizimar a civilização no Irã.
O aceno de paz, na atual situação, já foi capaz de invadir o coração e fez o Ibovespa disparar 2,09%, aos 192.201,16 pontos, um ganho de 3.942,25 pontos, o maior patamar de fechamento da história, pela primeira vez acima dos 192 mil, superando os 191.247.46 pontos de 24 de fevereiro deste ano.
Na abertura da sessão, o índice ainda renovou a máxima história, passando pela primeira vez dos 193 mil, com 193.759,01 pontos.
O real também foi invadido por esse sentimento de calmaria e fez o dólar comercial perder 1,01%, a R$ 5,103, com R$ 5,065 na mínima do dia. Os DIs (juros futuros) desceram por toda a curva.
O mais imediato foi a queda ampla dos preços do petróleo, que voltaram a ficar abaixo dos US$ 100. O ouro tornou a disparar, assim como a prata.
Os principais índices em Nova York aceleraram ganhos, para a máxima de um mês, e as Bolsas europeias conseguiram o melhor dia do ano. Nem mesmo a ata do Federal Reserve, descrevendo a mais recente reunião de política monetária, com notas mais pessimistas, justamente por conta do conflito, pesaram no sentimento de euforia.




















