Para a legenda do presidente, ele é o único nome viável para concorrer. Fernando Haddad tem sido apontado como seu eventual substituto
Por Misto Brasil – DF
Apesar do presidente Lula da Silva (PT) ter dito numa entrevista na quarta-feira (08) que “costuma dizer que ainda não decidiu se será candidato”, a corrida para a sua reeleição é irreversível.
É a análise da Warren Política que ouviu logo após a declaração, as lidereanças de vários partidos, especialmente do Partido dos Trabalhadores.
Dentro do PT, em tom despreocupado, lideranças ouvidas pela empresa de análise, afirmam que não há possibilidade de o presidente não ser o nome do partido. Para a legenda, Lula da Silva é o único nome viável.
O presidente já declarou inúmeras vezes, ao longo de seu terceiro mandato à frente do Planalto, que só deixaria de buscar a reeleição no pleito deste ano por motivos de saúde.
A comunicação do presidente tem reforçado a ideia de que ele se encontra em bom estado físico e apto a disputar as eleições, com postagens frequentes de corridas e a realização de outras atividades físicas.
Sempre que se fala em um substituto, o nome que surge é o do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, atualmente pré-candidato ao governo de São Paulo.
A análise observa que na pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 3 e 5 de março, mostrou, porém, que, em um cenário de segundo turno, Haddad teria 41% das intenções de voto, contra 43% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Considerando a margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, há empate técnico.
No primeiro turno, Flávio aparece com 33% e Haddad com 21% das intenções de voto.
A pesquisa AtlasIntel, divulgada em 30 de março, indica que, embora o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidere com vantagem e até flerte com uma vitória no primeiro turno, Haddad apresenta desempenho acima do esperado para um candidato recém-lançado, especialmente em um estado historicamente resistente ao PT.
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