A principal queixa de mais de 15 mil professores diz respeito à metodologia de cálculo implementada no EducaDF
Por Misto Brasília – DF
Foi suspensa a portaria que alterava a forma de cálculo da remuneração dos professores temporários da rede pública do Distrito Federal.
A decisão foi tomada após a Secretaria de Educação (SEEDF) apontar que a nova sistemática poderia elevar os valores recebidos por parte da categoria, mas também reduzir vencimentos de outros profissionais.
Pelo menos 60% do quadro de professores da rede pública não são concursados, ou seja, são temporários que podem ser demitidos a qualquer tempo.
No total são 36.113 professores, segundo dados de julho de 2025. Desse total, aproximadamente 15.313 são temporários (contratados) e 23.922 são efetivos (concursados).
Será criado um grupo de trabalho na Secretaria da Educação para rediscutir o tema com participação do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF).
A principal queixa dos professores diz respeito à metodologia de cálculo implementada no EducaDF.
Segundo eles, haveria prejuízo nos salários e nas horas de coordenação pedagógica.
A categoria pede o pagamento integral da jornada conforme o piso, a garantia da carga completa de coordenação pedagógica e o fim da redução salarial.
A secretária da Educação, Iêdes Soares Braga, garantiu que “vamos atualizar a legislação e as portarias e fazer isso com diálogo sempre muito aberto com o sindicato dos professores”, conforme a Agência Brasília.
“Alguns professores iriam receber a mais, e outros iriam ter uma remuneração um pouco menor“, observou a governador Celina Leão.“Nenhum servidor temporário vai ter qualquer mudança na sua forma de remuneração”.
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