Os bolsonaristas acusam a proposta de eleitoreira, mas nenhum deles teve coragem de votar contra a proposta que tem 72% de aprovação
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Muito se diz que a nossa gente não quer mais esmola, quer trabalho, muito se diz que tem gente que recebe benefício social e não quer trabalhar.
Mas vai querer tirar o que eles têm para ver o tamanho da confusão? Nessa quarta-feira, na semana de feriadão, sem votações presenciais no Congresso, foi votada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara a primeira fase da tal escala 6 por 1 e a redução da jornada de trabalho.
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Os bolsonaristas acusam a proposta de eleitoreira, mas nenhum deles teve coragem de votar contra a proposta que tem 72% de aprovação de quem trabalha e não de quem recebe benefício social.
Foi unânime por aclamação. Teve uma deputada governista que espezinhou, disse que quem era a favor da família não poderia ser contra a proposta.
Justo nessa quarta-feira vazou a notícia de que os que cuidam do plano de governo de Flávio Bolsonaro trabalham a tese de novas reformas, trabalhista e previdenciária, e retirar o aumento real em benefícios previdenciários e sociais, que agradam ao tal mercado.
Falar mal das ruindades de Lula da Silva e dizer que redução de jornada é eleitoreira é fácil. O desafio do novo bolsonarismo vai ser colocar de pé propostas que vão além de soltar condenados.












