O dólar à vista terminou as negociações a R$ 4,9527, com queda de 0,98%. O ouro encerrou em alta nesta quinta-feira
Por Misto Brasil – DF
O dólar à vista enfrentou um dia agitado com reação a decisões de política monetária, indicadores macroeconômicos no Brasil e nos Estados Unidos e intervenção cambial no Japão.
O dólar à vista terminou as negociações a R$ 4,9527, com queda de 0,98%.
O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17 horas (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com perda de 0,91%, aos 98,042 pontos.
Na semana, o dólar à vista acumulou recuo de 0,91% ante o real. Em abril, a desvalorização da divisa ante a moeda brasileira foi de 4,36%.
Os índices europeus fecharam o pregão de olho na política monetária da zona do euro e da Inglaterra, além dos balanços corporativos.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou a sessão desta quinta-feira (30) em alta de 1,64% aos 187.772 pontos, em linha com o avanço do mercado global. É a primeira sessão de ganhos do índice na semana após uma sangria de seis sessões consecutivas.
A sessão de alta acontece na sequência de um evento inédito na política nacional. Porém, por mais que a rejeição de Jorge Messias ao STF seja um fato histórico e que terá consequências políticas importantes, hoje o desempenho dos ativos locais é totalmente explicado pelo cenário externo, avalia Rafael Ihara, economista-chefe da Meraki Capital.
“Petróleo em queda está causando um alívio nos juros globais com recuperação das bolsas e continua a tendência de dólar fraco global. Desde o início do conflito, o petróleo tem sido soberano, tanto comunicação dos BCs quanto dados econômicos ficam secundários”, ele diz.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações nesta quarta-feira (29) com avanço de 1,38%, aos 611,28 pontos.
Entre os principais índices, o FTSE 100, de Londres, fechou com alta de 1,62%, aos 10.378,82 pontos; o DAX, de Frankfurt, subiu 1,41%, aos 24.292,38 pontos; e o CAC 40, de Paris, teve avanço de 0,53%, aos 8.114,84 pontos.
O ouro encerrou em alta nesta quinta-feira (30), após três dias consecutivos de queda, em meio a combinação de tensões no Oriente Médio e pela desvalorização do dólar.
O movimento também refletiu a continuidade da avaliação dos investidores sobre a decisão do Federal Reserve (Fed, banco central americano), que manteve as taxas de juros inalteradas.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato de ouro para junho avançou 1,49%, fechando a US$ 4.629,6 por onça-troy. A prata acompanhou o movimento e subiu 2,75%, sendo cotada a US$ 73,534.
No cenário geopolítico, o mercado segue atento às tensões entre Estados Unidos e Irã. Após a rejeição, por parte do governo norte-americano, de uma proposta de acordo de paz, Teerã estaria preparando uma nova oferta, em meio a divergências sobre o programa nuclear do país.
Ainda não há previsão para uma nova rodada de negociações. (Com InfoMoney, MoneyTimes, InvestNews e Times Brasil)














