Duas grandes operações contra a corrupção foram deflagradas hoje pela Polícia Federal no Rio de Janeiro, no Ceará e em Minas Gerais
Por Misto Brasil – DF
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE) deflagrou, nesta terça-feira (05), a operação Consorte, com o objetivo de aprofundar investigações relacionadas a uma organização criminosa atuante em múltiplos estados.
A ação ocorre simultaneamente em municípios do estado do Ceará e na capital mineira, Belo Horizonte, contando com a participação de 108 policiais federais e civis, distribuídos em 27 equipes operacionais.
A operação Consorte é um desdobramento da operação Traditori, deflagrada anteriormente, que resultou na prisão de indivíduos da região investigada, conforme informou a assessoria da PF.
Nesta fase, o foco principal é a desarticulação financeira da organização criminosa, com ênfase na apuração de crimes de lavagem de capitais e de delitos correlatos.
As investigações identificaram um fluxo financeiro superior a R$ 500 milhões, indicando a possível utilização de mecanismos para ocultação e para dissimulação de recursos ilícitos.
A FICCO/CE é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Civil do Ceará, pela Polícia Militar do Ceará, pela Perícia Forense do Ceará, pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização, pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará e pela Secretaria Nacional de Políticas Penais.
No Rio de Janeiro, a Polícia Federal prendeu o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) na quarta fase da Operação Unha e Carne, segundo o g1. Também é alvo de mandado de prisão o ex-deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), que já estava preso.
A ação busca desarticular uma suposta organização criminosa voltada para a prática de fraudes em procedimentos de compra de materiais e aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria estadual de Educação.
No Ceará, uma operação deflagrada na manhã desta terça-feira (05) no Ceará e em Minas Gerais cumpre mandados contra organização criminosa que teria movimentado mais de R$ 500 milhões.
Policiais federais cumprem sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão na capital carioca e nas cidades fluminenses de Campos dos Goytacazes, de Miracema e de Bom Jesus do Itabapoana.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.
As apurações revelaram um possível esquema de direcionamento das contratações realizadas por escolas estaduais para empresas previamente selecionadas e vinculadas à organização criminosa investigada.
Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por peculato, por fraude à licitação e por lavagem de dinheiro, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam surgir no decorrer da investigação.
