O BTG Pactual não é investigado, citado como parte ou alvo em nenhum trecho do documento. Ciro Nogueira tera mensalão
Por Misto Brasil – DF
“Fluxo esta indo praticamente todo para o BTG e ainda estou precisando aportar valores altos todo mes.”
A frase é de Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e está reproduzida literalmente em decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, tornada pública nesta quinta-feira (07) no âmbito da 5ª fase da Operação Compliance Zero.
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O BTG Pactual não é investigado, citado como parte ou alvo em nenhum trecho do documento. A reportagem do Times Brasil pediu comentários ao banco mas ainda não recebeu resposta.
A frase aparece em troca de mensagens de janeiro de 2025 entre Felipe e Daniel Vorcaro.
Na ocasião, Felipe perguntava a Daniel se deveria continuar enviando recursos para o que a PF denomina “parceria BRGD/CNLF”, estrutura investigada como mecanismo de repasses mensais ao senador Ciro Nogueira (PP-PI).
Ao justificar a dificuldade, citou o BTG e acrescentou que precisava “aportar valores altos todo mês”. Daniel Vorcaro, que segundo a decisão estava na Venezuela no momento, respondeu: “Resolve isso pra mim. Eu ponho dinheiro depois para repor.”
A mensagem se insere em um conjunto de trocas que a PF e o STF apontam como evidência de repasses mensais ao senador Ciro Nogueira. Os valores investigados começaram em R$ 300 mil mensais e há indícios, segundo a decisão, de que teriam evoluído para R$ 500 mil.
Os pagamentos eram operacionalizados por Felipe Vorcaro a mando de Daniel Vorcaro e descritos pelo banqueiro como algo “muito importante”.
Em junho de 2025, Daniel Vorcaro voltou a cobrar Felipe sobre atrasos nos repasses, mencionando dois meses de pendência e atribuindo a demora ao conflito no Oriente Médio, que teria afetado o fluxo do grupo.
