O mercado de câmbio seguiu de olho nos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e no noticiário doméstico
Por Misto Brasil – DF
O dólar à vista perdeu força ante o real diante da fraqueza global da moeda com o noticiário geopolítico no radar e o dado de atividade do Banco Central mais fraco em março.
Nesta segunda-feira (18), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 4,9985, com queda de 1,37%.
O mercado de câmbio seguiu de olho nos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e no noticiário doméstico.
O Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira (18) em baixa de 0,30%, aos 176.751 pontos, e iniciou o que pode ser a sexta semana seguida de recuo para o indicador.
O índice acompanhou a piora nas expectativas fiscais e inflacionárias na esteira dos dados econômicos divulgados pela manhã, além do ambiente de cautela com a geopolítica.
“Foi um pregão lento, difícil de operar, com baixa amplitude, especialmente nos contratos futuros e derivativos, onde há maior atuação dos especuladores e traders.
Um mercado travado, sem tendência clara intradiária, em que o principal movimento observado foi a venda de ações”, descreve Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing.
O petróleo fechou em alta sustentado por preocupações persistentes com a oferta global diante do impasse nas negociações entre EUA e Irã e das incertezas sobre uma reabertura rápida do Estreito de Ormuz. O mercado também reagiu a declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, indicando pouca disposição para concessões a Teerã.
O petróleo WTI para junho negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 3,33% (US$ 3,36), a US$ 104,38 o barril.
O Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 2,6% (US$ 2,84), a US$ 112,10 o barril.
O ouro para junho fechou em baixa nessa segunda-feira (18) de 0,1%, a US$ 4.558 por onça-troy, enquanto a prata para julho recuou 0,13%, a US$ 77,444 por onça-troy.
Essa queda foi impulsionada pelos juros dos títulos globais subindo para níveis altos e pelas incertezas do conflito no Oriente Médio.
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