No Amapá, blogueiros e influenciadores estão sendo investigados por milícia digital. No RJ, é uma nova fase da Compliance Zero
Por Misto Brasil -DF
A Polícia Federal está nesta terça-feira (26) na casa do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.É a oitava fase da Operação Compliance Zero, para apurar a possível prática de crimes financeiros no âmbito do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência).
Estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Rio de Janeiro e em Brasília. Texto atualizado às 11h21
Veja a decisão do ministrou André Mendonça no caso contra Cláudio Castro
A PF informou que a investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em letras financeiras de banco privado que totalizaram cerca de R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024.
Nesta fase, investiga-se aplicações de R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco, totalizando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência.
A Polícia Federal também deflagrou hoje a Operação Palanque Digital contra uma rede digital de desinformação, de autopromoção política e de ataques a adversários no estado do Amapá.
Estão sendo investigados influenciadores digitais, blogueiros e uma agência de publicidade. O grupo considerado uma milícia digital atacava adversários políticos e até um ministro do Supremo Tribunal Feeral.
O ex-prefeito de Macapá é Antônio Paulo de Oliveira Furlan, conhecido como Dr. Furlan também é investigado. Ele foi afastado do cargo pelo STF em março. Ele apresentou renúncia formal ao mandato dias após a decisão
Policiais federais cumprem 35 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá/AP, de Belém/PA e de Canela/RS.
As investigações apontam que os valores destinados à comunicação pública da Prefeitura de Macapá teriam sido desviados de sua finalidade original para custear influenciadores digitais, veículos e empresas de comunicação para a divulgação de ações de caráter político-eleitoral.
A Polícia Federal apura, em tese, a prática de crimes eleitorais, de crimes contra a Administração Pública, de organização criminosa, de lavagem de dinheiro, entre outros delitos que possam ser identificados ao longo das investigações.
PARTICIPAÇÃO DO LEITOR
Participe desta discussão
Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.






















