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Operação de R$ 132,9 milhões entre BTG Pactual e Vorcaro

Banco BTG Pactual mercado Misto Brasil

O banco foi fundado na década de 1980 no Rio de Janeiro/Arquivo/Divulgação

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A transação chamou a atenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e da Polícia Federal, e virou alvo do STF

Por Misto Brasil – DF

O BTG Pactual realizou, em abril deste ano, uma operação de R$ 132,9 milhões com a Infrasolar, empresa criada pelo primo de Daniel Vorcaro apenas 18 dias antes do negócio, com capital social declarado de R$ 1 mil.

A transação chamou a atenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e da Polícia Federal, e virou alvo do Supremo Tribunal Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. As informações são do jornal Valor Econômico.

O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, considerou o negócio um dos indícios de que Felipe Vorcaro teria continuado a operar a rede de empresas e fundos utilizada pelo ex-banqueiro para movimentar dinheiro e ocultar os verdadeiros donos dos recursos.

“Apesar do capital social declarado de apenas R$ 1.000,00, a holding logrou êxito atípico na realização de operação financeira superior a R$ 132 milhões, em 13/04/2026”, afirmou Mendonça na decisão que decretou a prisão preventiva de Felipe, em quarta-feira (16) de maio.

Segundo apurou o Valor, o BTG não concedeu um crédito novo à Infrasolar.

O banco trocou uma dívida antiga que o grupo de Felipe Vorcaro já tinha com a instituição, em uma tentativa de reaver recursos e evitar perdas de uma operação realizada em 2020, antes de o Banco Master começar a ser questionado.

A dívida original era da BRGD, empresa com atividades suspensas que tinha apenas um sócio vinculado a Felipe Vorcaro.

A BRGD aparece nas investigações como um dos meios utilizados para o repasse de suposta propina mensal de R$ 300 mil ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), que nega qualquer irregularidade.

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