O espaço terá prazo estimado de execução de 36 meses. Os atuais feirantes ocuparão 35% da área total do edifício
Por Misto Brasil – DF
Foi sancionada a lei distrital que autoriza o Governo do Distrito Federal (GDF) a receber o imóvel da União onde está Shopping Popular de Brasília.
A governadora Celina Leão firmou o contrato de cessão para os feirantes permissionários do shopping.
O imóvel no SAAN, próximo à antiga Rodoferroviária deverá ser ocupado após anos de abandono. O projeto prevê reformas e implantação do novo mercado municipal, com comércio popular, economia solidária, agricultura familiar e espaços voltados à cultura e ao lazer.
A medida regulariza a destinação do espaço, fechado desde 2017, quando terminou o antigo termo de cessão, divulgou a Agência Brasília.
O imóvel integra o programa federal Imóvel da Gente, coordenado pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU), que busca dar uso social a áreas e prédios federais ociosos ou subutilizados.
O novo mercado municipal terá prazo estimado de execução de 36 meses. Pelo projeto, os atuais feirantes ocuparão 35% da área total do edifício.
O restante da estrutura será destinado a gastronomia, atividades culturais, esportivas e de lazer.
Parte do pavimento térreo será cedida ao Ministério do Trabalho e Emprego, que instalará no local um centro de formação voltado à economia popular e solidária.
Inaugurado em 2008, o Shopping Popular chegou a ter cerca de 1.500 boxes e foi criado para receber ambulantes e camelôs que trabalhavam principalmente na Rodoviária do Plano Piloto.
Ao longo dos anos, no entanto, o espaço perdeu movimento, acumulou boxes fechados e deixou de receber intervenções estruturais após o fim da cessão.
O sentimento de esperança é compartilhado pela feirante Cleonice Maria de Jesus, que atua no Shopping Popular há quase 19 anos. Para ela, a nova gestão precisa resolver problemas básicos da estrutura, como a falta de energia.
“Nós não temos luz, precisamos pegar um gerador, que pagamos por dia de consumo, senão fica no escuro; e, no escuro, você não consegue vender nada, não consegue usar máquina de cartão, não consegue ver a mercadoria”.














