O Centro-Oeste busca lideranças do agronegócio. Disputa ambiental e infraestrutura dominam debate político nos estados do Norte
Por Misto Brasil – DF
As campanhas eleitorais já começaram em todos os estados. Pré-candidatos estão em campanha aberta e as articulações fazem parte do dia a dia para fortalecer os nomes que concorrem aos governos estaduais.
Na primera parte das reportagens sobre os cenários políticos, mostramos a situação dos estados na região Sul e Sudeste.
Leia – campanhas eleitorais nos estados. Veja cenários no Sul e Sudeste
Nesta edição, apresentaremos os o quado do Centro-Oeste e do Norte e na última, o ambiente das eleições no Nordeste.
Situação na região Centro-Oeste
Marcado pela força econômica do agronegócio, o Centro-Oeste caminha para um processo eleitoral onde a tônica principal é a continuidade das políticas de desenvolvimento regional e a segurança pública.
Em Goiás, o processo é fortemente pautado pelo legado de Ronaldo Caiado, que deixa o Palácio das Esmeraldas com uma aprovação recorde de 84%.
O candidato governista e atual vice-governador, Daniel Vilela (MDB), colhe os frutos dessa popularidade e lidera as pesquisas de intenção de voto com cerca de 33%.
O principal contraponto é o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que aparece em segundo lugar com 21%, tentando reativar sua antiga base eleitoral no estado.
Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, as discussões giram em torno da consolidação de infraestrutura logística para a exportação de grãos.
Em Mato Grosso, a base do governador Mauro Mendes articula um nome de consenso para manter o controle da máquina pública, enfrentando o avanço de candidaturas ligadas à ala mais ideológica da direita.
No Mato Sulo-mato-grossense, o equilíbrio entre as forças do PSDB e do MDB dita o ritmo das alianças para a definição das chapas majoritárias.
No Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha (MDB) também encerra seu ciclo, abrindo espaço para uma intensa disputa no coração da República.
A atual vice-governadora Celina Leão (PP) tenta costurar o apoio de partidos do centrão e da direita para se consolidar como a sucessora natural, enquanto a oposição ligada ao PT e a partidos de esquerda tenta unificar o discurso para recuperar espaço político na capital federal.

Situação na região Norte
A Região Norte caminha para as urnas sob a forte influência do debate internacional acerca do desenvolvimento sustentável, preservação da Amazônia e a necessidade de investimentos estruturais em transporte e energia.
No Pará, um dos estados de maior peso político na região, a disputa pelo Palácio dos Despachos está completamente polarizada.
De um lado, a atual governadora Hana Ghassan (MDB), que tenta dar continuidade ao projeto político do clã Barbalho, aparece em situação de empate técnico com o deputado Dr. Daniel Santos (Podemos). Santos pontua entre 22% e 24% nas intenções de voto, enquanto Hana registra entre 19% e 22%.
A indefinição é a marca registrada do eleitorado paraense neste momento, com o índice de votos brancos, nulos e indecisos alcançando a marca de 33% no primeiro turno.
No Amapá, a situação de reeleição também se mostra desfavorável para o atual mandatário.
O governador Clécio Luís (Solidariedade) enfrenta o crescimento político do atual prefeito de Macapá, Dr. Furlan (MDB), que tem liderado as pesquisas estaduais e se consolidado como a principal força de oposição no estado.
No Amazonas e em Rondônia, o debate eleitoral é fortemente influenciado pelas pautas de segurança de fronteira, o combate ao mercado ilegal e a defesa da Zona Franca de Manaus.
As forças de direita e centro-direita que atualmente comandam a maioria das prefeituras dessas capitais tentam converter o sucesso municipal em plataformas sólidas para a eleição majoritária estadual, enfrentando candidaturas de esquerda que buscam alinhar os estados com as diretrizes do governo federal.