As campanhas eleitorais começaram nos estados e é intensa a movimentação dos nomes aos governos estaduais
Por Misto Brasil – DF
As campanhas eleitorais já começaram em todos os estados. Pré-candidatos estão em campanha aberta e as articulações fazem parte do dia a dia para fortalecer os nomes que concorrem aos governos estaduais.
Na primera parte das reportagens sobre os cenários políticos, vamos mostrar a situação dos estados na região Sul e Sudeste.
Na próxima edição, apresentaremos os o quado do Centro-Oeste e do Norte e na última, o ambiente das eleições no Nordeste.
Situação na região Sul
Polarização nacional e legados locais desenham disputa acirrada no Sul do País.
As articulações políticas na Região Sul para as eleições de outubro mostram um eleitorado inclinado a dar continuidade a projetos de centro-direita, mas com fortes nuances locais e disputas internas acirradas dentro dos próprios blocos.
No Paraná, o atual favoritismo pertence ao senador Sérgio Moro (PL), que lidera as pesquisas para o Palácio Iguaçu com cerca de 35% das intenções de voto.
O cenário é amplamente favorável à centro-direita, uma vez que o governador Ratinho Júnior encerra seu segundo mandato com expressivos 80% de aprovação popular. Tentando quebrar a hegemonia da direita, a oposição aposta em Requião Filho (PDT), que aparece em segundo lugar nas pesquisas, seguido por Rafael Greca (MDB).
No Rio Grande do Sul, o cenário é de indefinição e fragmentação. Após os desafios climáticos enfrentados pelo estado, a sucessão do projeto de Eduardo Leite tem como pré-candidato governista o vice-governador Gabriel Souza (MDB).
Contudo, a liderança momentânea das pesquisas está dividida em empate técnico entre Juliana Brizola (PDT), que herda forte recall histórico, e o deputado federal Luciano Zucco (PL), que aglutina o eleitorado conservador gaúcho.
O índice de indecisos no estado ultrapassa os 60%, deixando o cenário totalmente aberto.
Em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello (PL) desponta como o candidato natural à reeleição, impulsionado pela forte identificação do eleitorado catarinense com a pauta conservadora. A oposição busca construir uma frente ampla que una partidos de centro e de esquerda para tentar nacionalizar o debate e equilibrar o jogo no estado.

Situação na região Sudeste
Sudeste vira laboratório para 2026 com favoritismo de Tarcísio em SP e indefinição no RJ e MG.
Maior colégio eleitoral do país, a Região Sudeste concentra as atenções nacionais, servindo como o principal termômetro para a força das máquinas partidárias estaduais e federais.
Em São Paulo, o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) desponta na liderança isolada pela busca de um novo mandato, sustentado por uma aprovação de 62% da sua gestão.
Pesquisas recentes da Real Time Big Data apontam Tarcísio com 46% das intenções de voto no principal cenário estimulado, impulsionado pelo forte desempenho no interior paulista (onde chega a 54%).
Seu principal oponente é o ex-ministro Fernando Haddad (PT), que pontua com 33% e lidera na capital, mas enfrenta rejeição de 36% no plano estadual.
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB) também correm por fora.
Em Minas Gerais, a sucessão do governador Romeu Zema colocou o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) na vanguarda da corrida. Cleitinho lidera as sondagens com patamares entre 30% e 37%, vencendo simulações de segundo turno.
A centro-esquerda tenta se viabilizar com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), e com o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSB).
O atual governador em exercício, Mateus Simões (PSD), patina com menos de 5% das intenções, indicando que o eleitor mineiro busca uma alternativa de direita de perfil mais popular.
No Rio de Janeiro, o cenário é de rearranjo drástico após a renúncia e posterior inelegibilidade de Cláudio Castro.
O atual prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), lidera com folga os cenários ao Palácio Guanabara, variando entre 34% e 40% das intenções de voto.
A direita tenta se estruturar em torno do nome de Douglas Ruas (PL), enquanto o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) aparece na terceira posição.
O sentimento de mudança é forte entre os fluminenses: mais de 40% exigem uma guinada completa na administração estadual.
No Espírito Santo, a corrida tem múltiplos nomes empatados tecnicamente, com destaque para Paulo Hartung (PSD) e Lorenzo Pazolini (Republicanos), num xadrez que ainda aguarda definições partidárias.
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