Os investigadores rastreiam contratos firmados entre o banco e uma empresa ligada à esposa de um enteado do parlamentar
Por Misto Brasil – DF
A 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (18), trouxe à tona os detalhes da linha de investigação que mira o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
Fontes ligadas aos bastidores do caso revelam que a PF apura se o parlamentar recebeu vantagens indevidas do Banco Master por meio de transações imobiliárias e contratos com familiares.
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Segundo informações obtidas pelo jornal O Estado de São Paulo, a principal suspeita é de que o senador tenha ocultado o recebimento de propina através de um apartamento de luxo avaliado em R$ 2,5 milhões e de repasses financeiros disfarçados.
Os investigadores rastreiam contratos firmados entre o banco e uma empresa ligada à esposa de um enteado do parlamentar, apontada como possível caminho para a lavagem de dinheiro no esquema.
Paralelamente, as buscas na Bahia atingiram em cheio o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro.
Lima é o criador do Credcesta (sistema de crédito consignado para servidores da Bahia implementado na gestão de Wagner como governador), ativo que virou a principal engrenagem financeira do Banco Master.
A PF aponta que a proximidade entre o empresário e o núcleo do PT baiano facilitou a blindagem política das operações fraudulentas bilionárias com o Banco de Brasília (BRB).
Esta etapa marca um ponto de inflexão na Compliance Zero: é a primeira vez que a operação alcança o primeiro escalão do atual governo federal, testando a articulação política do Palácio do Planalto no Congresso.
Até o fechamento desta atualização, a assessoria de Jaques Wagner e as defesas dos demais citados ainda não haviam se manifestado publicamente sobre as buscas realizadas em Brasília e Salvador.


















