PF encontra dinheiro e relógios com senador que nega fraudes

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Jaques Wagner foi eleito pelo PT do estado da Bahia/Arquivo/Agência Senado
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Os investigadores apontam o recebimento de um apartamento de luxo avaliado em R$ 2,5 milhões em Salvador, além de repasses de R$ 3,5 milhões

Por Misto Brasil – DF

A nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF), trouxe novos e pesados elementos contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

Autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, a ação investiga vantagens indevidas que teriam sido pagas pelo ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima, em troca de favorecimento político dentro do Congresso Nacional.

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De acordo com informações divulgadas pelo portal g1 e pela revista Veja, os agentes federais apreenderam US$ 49 mil em espécie e uma coleção de relógios de luxo no quarto do hotel em Brasília onde o senador se hospeda, anotou o Jota.

Em seu endereço residencial em Salvador, foram encontrados mais € 33 mil e US$ 6 mil.

A PF sustenta que o parlamentar teria atuado para beneficiar a chamada “Emenda Master” — que aumentava o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) —, além de facilitar negociações da compra do banco pelo BRB.

Em contrapartida, os investigadores apontam o recebimento de um apartamento de luxo avaliado em R$ 2,5 milhões em Salvador, além de repasses de R$ 3,5 milhões para uma empresa financeira registrada em nome da nora de Wagner.

O relatório da PF detalha ainda mimos como o uso de jatinhos particulares e a compra de ingressos de camarote no valor de R$ 63 mil para um show internacional nos Estados Unidos.

Em entrevista concedida na tarde desta quinta-feira à GloboNews, Jaques Wagner quebrou o silêncio e negou categoricamente qualquer irregularidade.

O senador afirmou estar “absolutamente tranquilo” e classificou a operação como desnecessária, argumentando que sempre esteve à disposição para prestar esclarecimentos.

Sobre os valores em espécie localizados em seus endereços, Wagner justificou tratar-se de recursos lícitos e declarados.

O parlamentar também minimizou as suspeitas em relação à emenda e aos negócios de Augusto Lima na Bahia, afirmando que suas conversas com empresários sempre se deram dentro do diálogo institucional e legítimo.

Em nota enviada ao portal Jota, a defesa de Augusto Lima corroborou a tese, sustentando que ele sempre atuou nos limites da lei e com total transparência.

A cúpula do PT e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manifestaram solidariedade pública a Wagner. Alcolumbre destacou a importância da presunção de inocência, enquanto o partido declarou, via reportagem da Veja, manter “toda a confiança” na inocência do líder governista.

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