Dados recentes indicam entrada de capital entre os dias 15 e 17, interrompendo uma sequência de saídas que vinha pressionando a bolsa
Por Misto Brasil – DF
A cotação do dólar ante o real encerrou a sessão desta sexta-feira (19) em baixa de 0,17%, aos R$ 5,16, em um pregão de baixa volatilidade.
O dia contou com um ambiente de liquidez reduzida e ausência de gatilhos macroeconômicos relevantes no exterior, devido a um feriado nos Estados Unidos e na China, que esvaziou parte dos fluxos globais, e à falta de novidades nas negociações geopolíticas envolvendo Washington e Teerã.
Na leitura de mercado, o cenário contribui para um comportamento mais contido dos ativos brasileiros. Segundo o analista do Andbank, Fernando Bresciani, o dia foi marcado por “pouca movimentação” no câmbio, com o dólar devolvendo parte da alta recente, mas ainda sem direção definida no curto prazo.
O especialista destaca que, na ausência de novos eventos, os investidores permanecem em compasso de espera.
Apesar da cautela, Bresciani aponta um sinal técnico positivo no fluxo estrangeiro.
Dados recentes indicam entrada de capital entre os dias 15 e 17, interrompendo uma sequência de saídas que vinha pressionando a bolsa desde abril. Para ele, o quadro atual não reflete fragilidade de fundamentos, mas sim a falta de catalisadores para uma recuperação mais consistente.
O Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira (19) próximo à estabilidade, em alta sutil de 0,04%, aos 168.357 pontos, diante de um cenário de baixa liquidez e forte cautela dos investidores.
O pregão foi enfraquecido pelo feriado nos Estados Unidos e pela ausência de novidades relevantes no front geopolítico, especialmente nas negociações envolvendo Estados Unidos e Irã.
Segundo o analista do Andbank, Fernando Bresciani, o mercado brasileiro opera sem grandes catalisadores no curto prazo, o que limita movimentos mais consistentes de alta ou queda.
“Com isso, o Ibovespa ficou próximo da estabilidade, enquanto os investidores seguem aguardando definições antes de assumir posições mais relevantes”, afirmou.
Apesar do ambiente mais travado, ele destaca um ponto de apoio para a bolsa brasileira: o retorno do fluxo estrangeiro. Dados recentes indicam entrada de recursos entre os dias 15 e 17, interrompendo uma sequência de saídas que vinha pressionando o mercado desde abril.
Para Bresciani, o cenário atual não reflete a fragilidade estrutural da bolsa, mas sim a ausência de gatilhos que sustentem uma recuperação mais firme. (Texto do CNBC)















