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Inquérito pede R$ 120 Milhões à plataforma de apostas Blaze

MPF Brasília sede Misto Brasília

Sede do Ministério Público Federal em Brasília/Arquivo/Divulgação

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A investigação foi motivada por denúncias de retenção sistemática de fundos, bloqueios arbitrários de contas pela plataforma

Por Misto Brasil – DF

A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) instaurou, nesta sexta-feira (19), um inquérito civil público para investigar a plataforma de apostas online Blaze, operada pela Foggo Entertainment Ltda.

A apuração mira possíveis práticas abusivas e descumprimento regulatório, podendo resultar em uma sanção de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.

A investigação foi motivada por denúncias de retenção sistemática de fundos, bloqueios arbitrários de contas, cláusulas abusivas e regras desproporcionais de rollover (bônus).

Um relatório técnico anexado ao processo aponta que a empresa acumula mais de 42 mil reclamações em órgãos de defesa do consumidor.

A Prodecon deu um prazo de 15 dias para a Blaze detalhar suas políticas de funcionamento, ferramentas de prevenção à lavagem de dinheiro e sua estrutura societária. O Ministério Público também exige esclarecimentos sobre:

A estratégia de publicidade da empresa é um dos pontos centrais da apuração. A Blaze terá que enviar ao MP a cópia dos contratos de marketing firmados com grandes influenciadores, incluindo Neymar Jr., Virginia Fonseca, Lucas Lira e Bruna Unaik.

Os promotores querem analisar as diretrizes de divulgação, especialmente o uso da expressão “renda extra”, considerada publicidade enganosa para jogos de azar.

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