Eleições 2026 Presidente da República Brasil · 2º turno · 25 de outubro
Situação do 2º turno Consultando a apuração do TSE… Acompanhamento dos resultados oficiais
Resultados completos no TSE, em nova aba

Gilmar Mendes critica em entrevista excessos do Judiciário

Ministro Gilmar Mendes entrevista Roda Viva Misto Brasil
Gilmar Mendes durante entrevista no programa Roda Viva/Nadja Kouchi /TV Cultura
Compartilhe:

O ministro do STF disse que não tem medo do código, mas criticou o presidente da Corte pela “escolha do momento”

Por Misto Brasil – DF

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, foi o centro das atenções no programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite desta segunda-feira (22).

Sobre a ideia de um Código de Ética que está sendo discutido dentro da Corte Superior, o ministro deu a seguinte opinião:

“Eu não tenho medo de código de ética coisa nenhuma. A censura que eu fiz em relação ao código de ética do (ministro Edson) Fachin foi ao momento, à escolha do momento”.

“Eu acho que terá que ser adaptado porque houve um certo entusiasmo juvenil dizendo: ‘Nós vamos ter um código de ética alemão’. Eu até me dei a pachorra de comparar o texto alemão com a nossa legislação e tem muitas coincidências. Agora, a tradição alemã de jurisdição constitucional é diferente da tradição brasileira”.

“Não é um bom momento, sabe por quê? Por uma razão simples: não se aprova nessas circunstâncias. Na verdade era um tipo de cobertura de fumaça, mas obviamente que isso não iria reunir o colegiado, não ia reunir votos”.

Mendes sublinhou a necessidade de frear abusos de autoridade dentro do próprio sistema de Justiça, disparando uma frase que ecoou fortemente nos bastidores de Brasília:

“Não se combate o crime cometendo crime”.

Ao ser questionado sobre os rumos de investigações complexas e o atual formato das delações premiadas no Brasil, o ministro manifestou preocupação com o uso de prisões alongadas e pressões sobre familiares como ferramentas para forçar confissões.

Ele citou casos de repercussão para ilustrar como o desrespeito ao devido processo legal pode comprometer a credibilidade das instituições e criar precedentes perigosos para o Estado Democrático de Direito.

Para Mendes, o papel de um relator no Judiciário deve ser rigorosamente técnico, evitando que magistrados assumam protagonismo excessivo ou funções que competem estritamente à acusação.

O posicionamento do decano reforça o debate nacional sobre o equilíbrio de forças entre os poderes e a necessidade de autorregulação das autoridades policiais e jurídicas.

Veja a íntegra da entrevista neste link.

PARTICIPAÇÃO DO LEITOR

Participe desta discussão

Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.

Seu e-mail não será publicado.
Entre 20 e 3.000 caracteres.

Assuntos Relacionados

Siga o Misto Brasil

Acompanhe em todas as redes

Notícias, vídeos e destaques em tempo real. Escolha sua rede favorita.

Dica: acompanhe também pelo WhatsApp para receber atualizações rápidas.