Operação investiga fraude em cooperativa de crédito

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Policiais conferem material apreendido na operação contra fraudes/Arquivo/Reprodução vídeo
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O grupo era especializado em explorar vulnerabilidades em sistemas de instituições financeiras e realizar a subsequente lavagem dos valores

Por Misto Brasília – DF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC/Decor), deflagrou a Operação Rastro com o objetivo de desarticular uma organização criminosa cibernética.

O grupo era especializado em explorar vulnerabilidades em sistemas de instituições financeiras e realizar a subsequente lavagem dos valores subtraídos por meio de criptoativos. Texto em atualização.

Segundo as investigações, o grupo era estruturado em quatro núcleos distintos: técnico, aliciamento, financeiro e beneficiários.

Em dezembro de 2025, os criminosos identificaram e exploraram uma vulnerabilidade no microsserviço do sistema Pix de uma cooperativa de crédito.

A partir dessa brecha, a organização realizou 425 transações fraudulentas automatizadas. O grupo utilizou a técnica de smurfing (fracionamento de grandes quantias em pequenos valores para burlar os sistemas de alerta), gerando um prejuízo superior a R$ 5,5 milhões.

Para ocultar e dissipar o patrimônio, o montante foi convertido em criptoativos e pulverizado em corretoras (exchanges) nacionais e estrangeiras.

Durante a ação, segundo a Polícia Civil, foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar contra sete alvos nas seguintes cidades:

  • Guariba (SP)

  • Brasília (DF)

  • Planaltina de Goiás (GO)

  • Valparaíso (GO)

As equipes apreenderam equipamentos eletrônicos, dispositivos de armazenamento, carteiras de criptoativos e documentos essenciais para o inquérito. Paralelamente, o Poder Judiciário determinou o bloqueio cautelar de ativos financeiros e criptomoedas até o limite do prejuízo causado.

Os suspeitos respondem pelos crimes de furto mediante fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas máximas podem atingir 26 anos de reclusão.

A DRCC dá continuidade às investigações para mapear os demais integrantes da estrutura e recuperar o restante dos valores subtraídos da cooperativa.

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