Segundo o chefe humanitário da ONU, Tom Fletcher, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas após os tremores
Por Misto Brasil – DF
A costa norte da Venezuela voltou a ser abalada por um novo terremoto na noite de sexta para sábado (27), informaram as agências Reuters e DW.
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Os tremores, com magnitude de 4,9 pontos na escala Richter segundo o Centro Sismológico Europeu (EMSC), foram sentidos em diversos pontos do país, como a capital Caracas e a cidade próxima de Maracay.
O número de mortos após dois terremotos consecutivos na Venezuela subiu no final dessa sexta-feira (26) para 920, enquanto dezenas de milhares permanecem desaparecidos, em meio a uma busca desesperada e lenta por sobreviventes, reforçada por equipes internacionais de resgate.
Em Caracas, moradores vaiaram a líder interina Delcy Rodríguez durante visita a um bairro devastado, em meio à crescente indignação pela percepção de falta de resposta oficial.
Segundo o chefe humanitário da ONU, Tom Fletcher, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas após os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o norte do país na noite de quarta-feira, destruindo prédios e deixando comunidades inteiras em ruínas.

O governo venezuelano restringiu na noite desta sexta-feira o acesso à região costeira de La Guaira, área mais afetada pelos terremotos que deixaram mais de 900 mortos no país.
Segundo a presidente Delcy Rodríguez, a decisão foi tomada após caos e engarrafamentos atrapalharem os esforços de resgate. Diversos voluntários, venezuelanos e vindos de países vizinhos, acudiram à região para tentar ajudar.
O governo disse quem quiser entrar agora em La Guaira terá de buscar autorização oficial, relatou o canal CNBC.
Na madrugada deste sábado, a presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, anunciou o envio de 14 mil militares e policiais a La Guaira, estado mais afetado pelos tremores.
Segundo Rodríguez, a região foi “militarizada para garantir a segurança”.
Venezuelanos assumiram por conta própria a busca por entes queridos desaparecidos, citando a escassez de equipes de resgate governamentais e a lentidão da ajuda.
Contrariando o discurso do governo, civis relatam ver poucas equipes de resgate do Estado nas áreas mais atingidas.
Na sexta, moradores e voluntários removiam escombros em parte com as próprias mãos, devido à falta de equipamentos pesados, à medida que as primeiras equipes internacionais de ajuda começavam a chegar ao país.















