Os alvos das sanções são o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira
Por Misto Brasil – DF
O Departamento de Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções sobre dois cidadãos e três empresas do Brasil nesta quarta-feira (01), acusando-os de manter supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Ao anunciar a medida, o governo chamou a facção de “a maior do hemisfério ocidental”, isto é, das Américas.
Os alvos das sanções são o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, apontada como sua parente e secretária.
Ele é descrito por Washington como “elo-chave entre operadores do PCC sediados na Flórida e traficantes internacionais de drogas”.
Em maio, o governo do republicano Donald Trump já classificara tanto o PCC quanto o Comando Vermelho (CV), ambas facções com tentáculos transacionais, como organizações terroristas.
Com a mudança criticada pelo Brasil, abriu a porta para este tipo de sanções, que implicam no bloqueio de todos os bens das pessoas miradas que estejam nos EUA ou sob posse ou controle de pessoas do país.
Segundo Gene Lange, subsecretário para Terrorismo e Inteligência Financeira, os EUA deram agora mais um passo “para abordar e reconhecer a crescente presença da geração de receita ilícita do Primeiro Comando da Capital dentro de nossas fronteiras.”
“Shimada e sua organização lavaram mais de 30 milhões de dólares em recursos ilícitos gerados em diversas cidades dos Estados Unidos, utilizando criptomoedas para transferir os valores de volta ao Brasil em nome do PCC,” diz o comunicado do governo dos EUA.
A rede operada pelo brasileiro atuaria no estado da Flórida e em São Paulo. Em janeiro, os membros radicados no estado americano, onde o PCC concentraria sua atuação nos EUA, foram presos pelo FBI.
O núcleo do esquema
O esquema desmontado pelas autoridades americanas funcionava em duas frentes integradas. Enquanto o braço nos EUA operava na Flórida, a liderança logística ficava baseada em São Paulo.
Victor Henrique de Oliveira Shimada: Apontado como o líder da parte paulista e o elo principal entre os traficantes estrangeiros e os operadores na Flórida.
Shimada é acusado de lavar mais de US$ 30 milhões utilizando criptomoedas para enviar os valores de volta ao Brasil a mando do PCC.
Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira: Parente e secretária de Shimada, Stella atuava como intermediária na coleta de grandes quantias de dinheiro em espécie e cuidava da logística essencial do grupo.
O Tesouro americano destacou que Shimada já havia sido colocado em prisão domiciliar no Brasil, em janeiro de 2025, após uma de suas empresas ser utilizada para lavar dinheiro desviado na negociação do Corinthians com a VaideBet.

















