Sindicalistas fazem pressão e Senado discute hoje a 6X1

Senador Davi Alcolumbre Senado Federal Misto Brasil
O senador Davi Alcolumbre foi eleito presidente do Senado Federal/Arquivo/Andressa Anholete/Agência Senado
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Nesta quarta-feira (1º), o Senado realiza sessão para debater efeitos sociais, econômicos e produtivos da mudança na jornada de trabalho

Por Misto Brasil – DF

Trabalhadores, sindicalistas e movimentos sociais ocuparam o Vão Livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista, na terça-feira (30), no dia nacional de mobilização pelo fim da escala 6 x 1 e pela redução da jornada de trabalho sem corte de salário.

O ato em São Paulo integrou uma série de manifestações simultâneas convocadas em capitais e cidades de todo o país pelas centrais sindicais, pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e pelo movimento Vida Além do Trabalho (VAT).

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que extingue a escala 6 x 1, hoje fixada em 44 horas semanais com um único dia de folga, e institui a jornada de 40 horas com dois dias de descanso, foi aprovada por ampla maioria pela Câmara dos Deputados em 27 de maio.

Desde então, o texto aguarda análise no Senado Federal, sem despacho da Presidência da Casa, relator designado ou encaminhamento a qualquer comissão.

Nesta quarta-feira (1º), o Senado realiza sessão para debater efeitos sociais, econômicos e produtivos da mudança na jornada de trabalho, com a presença de representantes das centrais sindicais.

No mesmo dia, está prevista uma reunião entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e representantes das centrais sindicais para tratar da PEC.

Mauricio Forte, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Mogi das Cruzes, afirmou que o objetivo do ato é pressionar os senadores a votar rapidamente a proposta já aprovada pela Câmara.

Para ele, o fim da escala 6 x 1 beneficiaria sobretudo as mulheres, já que “a mulher que tem um dia de folga por semana ela não folga, o dia que ela fica em casa ela vai limpar a casa dela e muitas vezes lavar até roupa”, disse, destacando o impacto da medida especialmente para trabalhadoras do setor de serviços.

Fátima dos Santos, funcionária do quadro de apoio escolar da rede estadual de São Paulo, descreveu a luta pela redução da jornada como histórica para a classe trabalhadora.

Segundo ela, que é militante do Partido Operário Revolucionário, a pauta “pode se ampliar se a classe operária, se os trabalhadores como um todo entrarem nessa luta”.

Fátima também disse estar desconfiada quanto à tramitação no Senado, que classificou como ligada à bancada patronal — em referência às pressões de entidades empresariais, que pedem a flexibilização do texto ou o adiamento da votação para depois das eleições de outubro.

Para ela, a garantia está na mobilização: “A confiança tem que ser na nossa própria força, na nossa própria luta de rua”, informou a Agência Sputinik.

Sobre os benefícios da medida, Fátima apontou dois efeitos diretos: a geração de empregos, já que a redução da carga horária amplia o número de vagas necessárias, e o alívio da dupla jornada enfrentada pelas mulheres, que poderiam dedicar mais tempo à família e a si mesmas com menos horas de trabalho.

 

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