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Agenda tão esperada para a política do impossível

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Senador Flávio Bolsonaro é pré-candidato à Presidência pelo PL/Arquivo/Agência Senado

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Situação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro esbarra num nome capaz de agregar as mulheres e os evangélicos

Por Genésio Araújo Júnior – DF

A Copa do Mundo acabou para o Brasil. As pessoas vão voltar a olhar para a política ainda mais irritadas.

No debate público, se um homem fala mais alto quanto uma mulher, é visto como um grosso.

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Se fala muito baixo, é visto como fraco. No momento, o drama dos Bolsonaro fala mais alto que a ruindade petista e os erros de Lula da Silva.

Se é certo que Michele Bolsonaro não vai entrar na campanha de Flávio Bolsonaro e, estamos no mês das convenções, o candidato precisa escolher não só uma mulher como vice na chapa, mas que esteja pronta a dialogar com o vazio político deixado por Michele Bolsonaro, não só com as mulheres, mas com os evangélicos.

Os conservadores não vão votar em Lula frente ao drama dos Bolsonaro. Mas numa eleição disputadíssima, se as mulheres conservadoras e evangélicas não comparecerem às urnas, já será suficiente para o fracasso.

Flávio Bolsonaro tem um mês de julho para se reposicionar, encontrar uma agenda positiva para chegar em agosto em pé de igualdade na disputa presidencial.

Se não conseguir encontrar esse novo eixo, vai precisar contar com a sorte e torcer que Lula da Silva e sua turma façam algo de errado. Na política não existe o impossível.

 

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