Pomo da discórdia é um vídeo em que Grass critica o projeto governamental de internação involuntária de pessoas em situação de rua
Por Misto Brasília – DF
O embate político rumo ao Palácio do Buriti ganhou novos contornos jurídicos na última semana. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) negou a liminar da Federação União Progressista, que buscava obrigar o pré-candidato Leandro Grass (PT) a remover um vídeo com críticas à governadora Celina Leão (PP).
A decisão reforçou que manifestações contundentes e cobranças políticas estão amparadas pelo direito constitucional à liberdade de expressão.
O pomo da discórdia é um vídeo em que Grass critica o projeto governamental de internação involuntária de pessoas em situação de rua — tema que incendiou o cenário local e teve a votação adiada na CLDF após forte reação de movimentos sociais.
Na gravação, o petista classifica a proposta como uma “cortina de fumaça” para desviar a atenção de falhas administrativas e suspeitas de corrupção.
A coligação de Celina alegou que o conteúdo atacava a honra da governadora e configurava propaganda eleitoral antecipada negativa.
Contudo, o juiz auxiliar Carlos Alberto Martins Filho concluiu que o discurso não extrapolou os limites democráticos, destacando que a avaliação de políticas públicas deve ser ampla e que não houve pedido de “não voto”.
Grass comemorou o parecer, afirmando que a Justiça reconheceu o papel fiscalizador da oposição. O processo segue agora para o julgamento definitivo do mérito pelo plenário do tribunal, após manifestação do Ministério Público Eleitoral.
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